Do Pasto ao Prato

Genética nacional

Touros angus e Brangus nas centrais de inseminação

Fernando Velloso é médico-veterinário e sócio-proprietário da Assessoria Agropecuária FF Velloso & Dimas rocha – www.assessoriaagropecuaria.com.br –

Angus, Nelore e Brangus dominam o mercado de inseminação de bovinos de corte no Brasil. Exagero? Vamos aos números. Conforme a ASBIA, em 2018, as raças de corte venderam, no Brasil, aproximadamente, 9,6 milhões de doses. Da raça Angus, 4,9 milhões de doses foram vendidas; seguida por Nelore, com 3,3 milhões; e Brangus, com 485 mil. Somadas, as três chegam em 5,4 milhões de doses, ou 90% do mercado. Todas as demais raças brigam pelos 10% restantes. Esse quadro foi confirmado novamente pelos dados tabulados pela ASBIA no primeiro semestre de 2019: Angus, Nelore e Brangus seguem sendo as raças mais importantes na comercialização de sêmen de corte no País.

Há 118 touros nacionais da raça Angus em coleta nas centrais de IA

O propósito deste texto não é polemizar sobre raças, mas, com dados, justificar a importância de compreender melhor a participação de touros nacionais nas centrais de inseminação.

Para o grupo Nelore (Padrão, Mocho, Puro e CEIP), a produção é toda nacional. Mas, para Angus e Brangus, a participação do produto importado é importante (superando 60%, no caso do Angus), com origem nos EUA, no Canadá e na Argentina (nesta ordem). Há uma oportunidade para os selecionadores brasileiros ocuparem mais espaço com touros de qualidade apropriados à necessidade da pecuária brasileira. Apesar de muitos criticarem a terminologia, pois muitos reprodutores têm pai e avô maternos importados, entendo que os touros selecionados no Brasil representam a “genética nacional”, já que são os animais que melhor desempenharam em nosso ambiente e sistema de produção. Neles estão os genes que nos interessam.

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