Sobrevoando

Conformação

Toninho Carancho
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Estes dias, peguei coragem e resolvi enfrentar um pequeno armário que tenho no escritório para dar uma arrumada nele. Na verdade, “arrumada” não é exatamente a palavra certa. É que não cabia mais nada nele, tentei achar uns catálogos antigos e vi que tudo estava uma total bagunça, então precisava de uma intervenção mais radical.

Como sempre acontece quando você enfrenta esse tipo de desafio, você se depara com coisas inesperadas: revistas, catálogos de leilão e exposições, filmes e tudo mais. Materiais que, de alguma forma, você achava que deveria guardar, jogou lá para dentro e nunca mais viu.

E cada coisa que eu pegava, olhava e lembrava de onde tinha pego, de como aquele material tinha chegado à minha mão e por que tinha guardado. Às vezes, é difícil se desfazer dessas coisas, são a vida da gente e só tem significado para nós mesmos.

Numa dessas olhadas, peguei um jornal chamado Wallaces Farmer, editado em Illinois/Estados Unidos e datado de março 2009. Material que podemos dizer atual, dez anos. Folheei o jornal e me deparei com uma seção sobre pecuária (esse jornal é majoritariamente agrícola) que achei muito interessante e é o mote da minha coluna deste mês.

O título dela é “Grass won’t work in all cattle”, algo como “Pastagem não vai funcionar com todo o gado”. Esse artigo comentava que a engorda a pasto já tinha sido uma pauta muito importante nas conversas de fazendeiros e que tinham muitos a favor e muitos contra, e que ele (escritor do artigo) era a favor. Muito resumidamente, pois meu espaço aqui é bem menor que o dele, o autor diz que o mercado hoje (dez anos atrás) está focado em gado que funciona no confinamento, e não na engorda a pasto, e que esses animais são diferentes. O gado que vai para confinamento tem de ter alto peso ao desmame, alto peso ao ano e alto ganho de peso no confinamento, e com...

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