Indicadores

NÚMEROS NÃO MENTEM

Mas eles podem omitir. É o que podemos concluir da crise de credibilidade que o tradicional índice boi gordo Cepea/B3 enfrenta no momento

Ivaris Júnior

Desde 2017, subiu muito a temperatura do relacionamento entre pecuaristas e o índice Cepea/B3 para o boi gordo, em função de “graves distorções” observadas no comportamento de preço diariamente. Descontentamentos surgiram nas principais praças de produção do País, colocando em xeque um trabalho de quase 40 anos realizado pelo Centro de Pesquisas em Economia Aplicada, organismo do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz (Esalq), instituição que integra a Universidade de São Paulo (USP), campus de Piracicaba/SP.

No rol de reclamações estão a metodologia, acusada de ser “atrasada”, uma suposta “manipulação” das informações cedidas pela indústria, hoje concentrada nas mãos de poucas empresas; o fato de o indicador não trabalhar com dados dos frigoríficos com inspeção estadual e a ausência de ponderações específicas do volume de animais comercializados em cada negócio fechado. Tais questionamentos renderam uma pauta de reivindicações que, neste momento, está sob análise do Cepea e da B3.

Pelo lado dos produtores, organizações importantes se posicionaram. O Grupo Pecuária Bauru (GPB) parece encabeçar o movimento, ao lado da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), da Sociedade Rural Brasileira (SRB), da Associação Brasileira Agropecuária (Abrapec), de sindicatos rurais e de outras entidades da classe. O Grupo GPB chegou, inclusive, a lançar um balizador próprio, em resposta a uma suposta “indiferença” por parte do Cepea e da B3.

Esclarecendo demandas

Em entrevista exclusiva à Revista AG, Rodolfo Endres Neto, presidente do Conselho do Grupo GPB, aponta que não possui nada contra o Cepea, a B3 ou seus col...

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