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Oportunidades com a crise chinesa

O produtor deve estar sempre preparado para as oportunidades que surgem de tempos em tempos. A crise na China, devido à peste suína, que lá se instalou, é uma destas oportunidades que aparecem e devem ser aproveitadas. Um pequeno aumento no consumo de carne vermelha naquele país irá representar um grande aumento nas exportações de carne no mundo e o Brasil sempre se candidata a protagonista nestas ocasiões. Exagerando um pouco, se os chineses resolverem comer carne bovina por lá com vontade, nós vamos ficar sem ela por aqui... Ainda se come carne barata por aqui, pois mais de 80% da carne produzida é comercializada no mercado interno. Mas, isto pode mudar, para deleite dos pecuaristas e tristeza dos churrasqueiros de final de semana.

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Devemos aproveitar estes momentos também para repensar a forma como se conduz a pecuária de corte no Brasil. Muitas propriedades já se modernizaram e tratam a questão da bovinocultura de corte como um negócio e a fazenda como uma empresa. Infelizmente, a maioria não age assim, muitos por desconhecimento, outros por negligência e outros ainda por absoluta incapacidade de investimento (leia-se alocação de recursos, sejam eles financeiros, humanos ou tecnológicos).

Como comentado na coluna anterior, a situação política do país continua instável e isto afeta diretamente o setor agropecuário, que depende de investimentos para continuar na liderança dos setores produtivos. As reformas ainda não saíram do papel, o que causa as incertezas vividas. Cabe aos produtores agirem com cautela e bom senso.

O quadro Boi Gordo no Mundo apresenta os valores da arroba nos quatro principais países exportadores de carne bovina, entre os dias 18 de março e 15 de abril de 2019, expressos em dólares americanos.

A aval...

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