O Confinador

TEMPERAMENTO O que isso tem a ver com a adaptação e o desempenho no confinamento?

O

Janaina Braga*

A crescente intensificação da nossa bovinocultura de corte se dá principalmente pela utilização de confinamentos para a terminação de bovinos. As vantagens são inúmeras. Conseguimos minimizar os efeitos da baixa disponibilidade de forragem no período seco do ano, reduzir a idade de abate, aumentar a produção de arrobas por animal ou por área e atender à crescente demanda externa por carne bovina de qualidade ao longo do ano, por exemplo. Confinar, de acordo com a premissa básica dessa atividade, implica na imposição de diversos fatores ambientais aos bovinos como a restrição de espaço, mudança na dieta e no regime alimentar, reagrupamento social, maior exposição aos patógenos, bem como exposição a condições climáticas extremas. A grosso modo, o ambiente do confinamento é muito diferente do ambiente de pastagens, no qual os bovinos foram evolutivamente preparados para viver.

Todas as vezes que somos apresentados a situações diferentes daquelas que estamos acostumados, automaticamente ocorre a ativação de mecanismos adaptativos em busca da manutenção da homeostase (equilíbrio interno), ocasionando mudanças comportamentais, fisiológicas e bioquímicas. Se as mudanças estiverem dentro de certos limites e atenderem às nossas necessidades básicas, nós conseguimos nos adaptar num curto período de tempo sem grandes prejuízos, o mesmo acontece com os bovinos.

Mas quando essa fase de mudanças dura um longo período de tempo, dizemos que temos uma situação de estresse crônico que é contrário à definição de bem-estar animal. Muitas tentativas para adaptar-se ao ambiente de confinamento implicam em elevados custos biológicos para o animal e, de quebra...

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