Sobrevoando

Cercas

Toninho Carancho
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Estes dias recebi uma foto num grupo de Whats que mostrava uma boiada numa vasta pastagem de aveia, linda a foto, linda a pastagem, tudo muito grande, amplo e sem nenhuma cerca à vista. Ups, mal sinal.

Eu já trabalhei com aveia, assim como vários de vocês também devem ter tido esta experiência, e sei o que normalmente acontece:

1. A aveia vem que é uma beleza, com toda a força e velocidade, afinal você fez tudo certo, adubou corretamente, usou a semente certificada e de alta qualidade e produtividade, jogou uma ureia por cima e tudo o mais. Sensacional.

2. Você tem um gado em quantidade fixa para colocar nesta pastagem.

3. Aguarda uns dias para colocar o gado na hora que a pastagem está “no ponto”. Que legal, chega a ser emocionante.

4. Percebe em poucos dias de pastoreio que a pastagem está “ganhando” do gado e que vai sobrar muito pasto. Putz, calculei mal.

5. Resolve de bate-pronto que deve colocar mais gado que o planejado para dar conta de toda essa comida.

6. Compra mais gado e joga lá na pastagem. Agora essa aveia vai ver quem é que manda!

7. Aí, em mais uns 15 dias a pastagem começa a “perder” para o gado. Boa, era o que a gente queria. Ou não?

8. Em mais uma semana a pastagem começa a rapar. Vixe, errei de novo.

9. Você percebe que fez bobagem e não tem onde colocar o gado. Ferrou.

10. Aí você lembra que poderia ter feito uma cerca elétrica para manejar a boiada. Alguns lembram.

Parece familiar?

Pra mim é muito comum ver isso acontecer. Falta manejo, o pessoal capricha de um lado e desperdiça de outro, não aproveita o pasto como deve e, com isso, perde uma boa grana.

Mas e o custo de fazer uma cerca? É caro, é demorado e tudo mais. Tudo verdade se estamos falando em cercas convencionais com mourões, tramas, cinco fios d...

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