Sala de Ordenha

Alta no preço, mas ritmo diminui

Apesar da queda na produção nas principais bacias leiteiras no país, a demanda interna não tem evoluído como esperado, o que limita os aumentos de preços do leite e derivados.

Figura 1 - Cotação média nacional ponderada do leite ao produtor - em R$/litro, valores nominais

Sala

Os preços ao produtor subiram pelo terceiro mês consecutivo, porém, a intensidade das altas foi menor, comparativamente com o pagamento anterior.

Considerando a média nacional ponderada dos 18 estados pesquisados pela Scot Consultoria, o aumento foi de 2,9% no pagamento realizado em março/19, que remunera a produção entregue fevereiro.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o produtor está recebendo 15,0% mais este ano em valores nominais ou 6,7% de alta descontando a inflação nos últimos doze meses (IGP-DI).

Na figura 1 apresentamos os preços médios considerando o leite padrão e os valores médios com bonificações por qualidade e volume.

Apesar da queda na produção de leite nos principais estados produtores nos últimos meses, a demanda interna não reagiu e a oferta de matéria-prima atende à demanda das indústrias, sem muitos problemas.

Com relação a produção, houve queda de 3,9% no volume captado (média nacional) em fevereiro/19, na comparação com janeiro/19. Em março/19, a queda na produção foi de 1,6% na comparação mensal.

Para o pagamento a ser realizado em abril/19, que remunera a produção entregue em março/19, em nível nacional, 74% dos laticínios pesquisados pela Scot Consultoria acreditam em manutenção no preço do leite ao produtor, 18% estimam alta e os 8% restantes falam em queda, em relação ao pagamento anterior.

Estas porcentagens refletem o sentimento de incertezas dos agentes de ...

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