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100 anos de ABCZ O que isso significa para o melhoramento genético do Zebu?

Brasil

William Koury Filho é zootecnista, mestre e doutor em Produção Animal, jurado de pista de Angus a Zebu e proprietário da Brasil com Z® – Zootecnia Tropical

Olá, amigos do agro! Para alegria do pecuarista, as boas chuvas em pleno final de abril sinalizam capim verde por mais tempo neste outono. E falando em capim, base de alimento para os bovinos, vamos puxar o assunto para o zebu, material genético que, aliado à aptidão do Brasil para o boi verde, ou verde e amarelo, faz da pecuária nacional uma potência mundial.

Com apenas 100 anos da criação do herd-book, a história do zebu brasileiro é riquíssima, cheia de heróis famosos e anônimos que contribuíram para a revolução da nossa pecuária, desde as primeiras importações da Índia, no século XIX.

Embora Robert Bakewell, considerado o pai do melhoramento, tenha iniciado seus trabalhos de seleção com a raça English Longhorn, o primeiro registro genealógico oficial na Inglaterra foi com a raça Shorthorn, e data no ano de 1822. No Brasil, a pioneira Associação Nacional de Criadores (ANC) iniciou o Herd-Book Collares, no Rio Grande do Sul, em 1906, com as raças Shorthorn e Angus – essa última com relatos na Escócia há mais de 400 anos e abertura do livro de registros em 1862, ou seja, 40 anos depois do Shorthorn.

Por que a criação do herd-book do zebu é tão importante?

Passar a ter o controle de genealogia determina um passo fundamental para o processo de seleção de uma raça bovina, pois um programa de melhoramento genético depende muito da qualidade dos dados coletados. Estamos nos referindo a medidas de peso, ultrassom, escores visuais, perímetro escrotal, datas de parição, nascimento, etc. E mais: ...

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