O Confinador

SEGUROS DE PREÇOS PARA PECUÁRIA

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Por que são tão pouco utilizados?

Como não há ajustes diários, a operação com opções não demanda um acompanhamento diário do mercado; outra característica importante é que o custo já é pré-estabelecido e não varia com o tempo

Michel Torteli*

A pecuária brasileira representa 6,6% do PIB nacional, o que significa R$ 440 bilhões. Ao se analisar o volume financeiro movimentado pela pecuária, somente em animais para reposição e abate, ele é de R$ 94 bilhões.

Todo o montante financeiro envolvido na pecuária é muito relevante. Sendo assim, em qualquer variação no preço da arroba, os resultados (para o bem ou para o mal) são muito significantes. Por esse aspecto, temos cuidado muito pouco ou dado baixa importância à gestão de risco de preços. Com abate anual na casa de 39 milhões de cabeças, a B3 – bolsa brasileira – tem movimentação anual (entre mercado futuro e de opções) de, aproximadamente, uma vez o abate anual, enquanto outras commodities negociadas na Bolsa de Chicago (como milho e soja) movimentam de sete a oito vezes a safra mundial.

Entre os principais países pecuários, apenas Brasil e EUA dispõem de instrumentos de derivativos (contratos futuros e de opções) para o boi gordo, sendo que a Argentina iniciou o contrato em 2017, mas ainda é incipiente e com baixíssima liquidez. Os mercados futuros e de opções são indipensáveis para a sustentabilidade econômica da atividade, e vale ressaltar que essas ferramentas surgiram por demanda de agricultores no século XVII. Portanto, são instrumentos utilizados largamente por agricultores e pecuaristas, principalmente nas bolsas dos EUA e da Europa (soja, milho, café, açúcar, boi gordo, entre outras commodities). Pelos últimos dad...

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