Entrevista

Precisão dos resultados

Entrevista

Não há mágica. Quem não controla a produção não sabe quando perde ou quando ganha. Indo mais além, não enxerga quando determinada tecnologia se paga e quanto ela gera de retorno. Para ajudar nosso leitor na gestão da propriedade, conversamos com o zootecnista e consultor Rogério Marchiori Coan.

Adilson Rodrigues e Erick Henrique
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Revista AG – A pecuária em 2019 será diferente daquela vista no último triênio?

Rogério Marchiori Coan – Com certeza, 2019 será bastante diferente. Temos um momento bastante favorável para o agronegócio, com exportações de grãos e carne vermelha a todo vapor, milho com sinais de retração de preços, reposição com boa oferta – e não tão precificada – e certa escassez de bois aptos ao abate. Essa combinação de fatores é bastante interessante para os pecuaristas que aplicam tecnologia, independentemente da atividade, seja de cria, recria, engorda ou ciclo completo, pois permite uma relação de troca interessante na venda do boi gordo e maior assertividade no planejamento de engorda.

Revista AG – Hoje, a fazenda já é uma empresa ou ainda estamos, permanentemente, atrás desse objetivo?

Rogério Coan – Estamos, com certeza, atrás desse objetivo, pois, por incrível que pareça, poucos pecuaristas controlam custos de produção e, consequentemente, sabem o custo por arroba produzida, seja do bezerro, da novilha, da vaca, do garrote ou do boi gordo. A verdade é que é mais fácil reclamar em prol de uma remuneração da arroba de R$ 170,00 do que controlar custos de produção e buscar melhores margens operacionais.

Revista AG – Mas, atualmente, é possível fazer pecuária sem...

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