Sobrevoando

BEA

Toninho Carancho
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Estava pensando no título da coluna deste mês, e o ideal seria “Bem- -Estar Animal”. Mas, como os títulos que eu faço são sempre somente uma palavra – porque prefiro assim e não quero abrir mão –, tive que inventar a BEA. Talvez até ajude a chamar mais a atenção. Ficou meio parecido com a BIA, do Bradesco, mas não foi essa a intenção. Mas vamos ao que interessa, que, certamente, não é essa conversa fiada.

Estive sobrevoando por um evento em Ribeirão Preto dedicado ao confinamento e às suas nuances, que são muitas. Excelente evento, com palestrantes muito renomados e competentes em suas respectivas áreas, local magnífico, confortável, dentro de um shopping center com alto Bem-Estar Humano. Sensacional, é assim que tem que ser, tudo muito confortável e com alto nível de informação.

Sempre quatro palestras por turno, intermediadas por um coffee break, e, no final, uma mesa-redonda com os palestrantes do dia.

Numa dessas mesas-redondas – foram três –, o palestrante Dr. Mateus J. R. Paranhos da Costa, do Grupo ETCO/Unesp, de Jaboticabal/ SP, que tinha proferido a palestra “Práticas de manejo pré-abate e seus impactos no peso da carcaça e qualidade de carne”, foi bastante incisivo na sua posição de defesa do Bem-Estar Animal, tanto que deixou um certo mal-estar humano em alguns dos presentes. Achei interessante o posicionamento dele, que é muito conhecido e respeitado no meio pecuário e que nada tem a ver com posicionamentos desse pessoal radical que não come carne e que pretensamente é defensor dos animais. Nada disso. Foi um posicionamento de alto nível, dizendo com todas as letras que os pecuaristas, em geral, e os confinadores, em especial, devem cuidar muito da questão do BEA por vários motivos. Primeiro porque quem cria gado é por que gosta de animais, e quem gosta cuida. Segundo porque, no final das contas, possivelmente, teremos...

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