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O diretor de Marketing da Corteva, Douglas Ribeiro, apresenta a linha XT e fornece dicas para manter a pastagem livre de invasoras

Revista AG – Como foi desenvolvida a tecnologia XT, uma linha de herbicidas recém-lançada pela Corteva Agriscience?

Douglas Ribeiro – A tecnologia XT foi lançada em agosto de 2018, e, para desenvolvê-la, a Corteva Agriscience, Divisão Agrícola da DowDuPont, realizou oito anos de pesquisas e testes bem-sucedidos, sempre efetuados nas condições reais dos biomas brasileiros.

Revista AG – Aliás, os produtos dessa linha são indicados apenas ao controle de plantas daninhas duras e muito duras?

Douglas Ribeiro – Essa é uma família de herbicidas desenvolvida com foco no controle de plantas que, até hoje, não apresentavam controle foliar satisfatório, ou seja, é um produto que se destaca em plantas de difícil controle. Além disso, sua formulação exclusiva, que combina três moléculas que apresentam efeito sinérgico, tem como resultado um controle extraordinário (de até 80%). Não há, no Brasil, nenhum herbicida que permite controlar, em um único produto, plantas daninhas de fácil e de difícil controle, algo inovador para o segmento de pastagem.

Revista AG – O manuseio do herbicida XT garante mais segurança para o colaborador da fazenda durante aplicação na pastagem?

Douglas Ribeiro – Sim, os herbicidas da linha XT proporcionam maior segurança, pois possibilitam ao produtor controlar as plantas daninhas do pasto com apenas um produto, dispensando o uso de misturas, o que diminui o risco com erros de dosagem.

Revista AG – Como convencer o pecuarista a deixar de lado a limpeza do pasto com roçadeira, algo considerado ineficiente pelos pesquisadores? O que essa prática acarreta à infestação?

Douglas Ribeiro – O controle químico elimina por completo a planta daninha, diferentemente da roçada, que resolve o problema por um curto período de tempo, porque, logo em seguida, a planta daninha rebrota e é preciso roçar novamente. Então o custo da roçada chega a ser 50% do custo da aplicação do controle químico, só que ela não é tão eficiente. Dessa maneira, é muito simples para o pecuarista fazer as contas e perceber que é muito melhor adotar a prática do controle químico, porque ele é mais efetivo no controle.

Revista AG – A fusão entre a DuPont Pionner e Dow AgroScienses, que deu origem à Corteva, trouxe quais benefícios à nova companhia, bem como a seus clientes?

Douglas Ribeiro – Após a fusão de Dow e DuPont, a companhia ganhou muito em relação ao portfólio, que, hoje, é o mais completo do mercado. Nosso portfólio combinado de sementes, biotecnologia e defensivos agrícolas de alto desempenho aprimorou nossa capacidade de atrair e reter clientes. Agora que a agricultura é tudo o que fazemos, estamos investindo mais na inovação, aproveitando nosso conhecimento de genética, química e digital. Estamos ampliando nossos relacionamentos e nossa colaboração com os demais elos da cadeia de alimentos – desde fabricantes até revendedores para consumidores e governos – para entender suas necessidades e trazer esse conhecimento de volta para o produtor. Nossas soluções de genética, proteção de cultivos e agropecuária digital são projetadas para ajudar o produtor a aumentar os rendimentos ao mesmo tempo em que reduz os custos e gerencia seus riscos para garantir o crescimento sustentável do negócio.

Revista AG – Quais soluções serão apresentadas aos produtores durante as feiras Agrishow e Expointer?

Douglas Ribeiro – A Corteva estará presente na Expointer e vai apresentar os produtos com a Tecnologia XT, linha de herbicidas desenvolvida com foco no controle de plantas que, até hoje, não apresentavam controle foliar satisfatório, ou seja, é um produto que se destaca em plantas de difícil controle.

Revista AG – O Rally da Pecuária – expedição que tem o apoio da Corteva – está contribuindo para a empresa realizar um mapeamento mais preciso sobre os reais problemas vividos pelos pecuaristas brasileiros. Plantas invasoras têm uma participação importante?

Douglas Ribeiro – Nossa missão no Rally é informar os pecuaristas que a base de qualquer programa de controle de plantas invasoras, doenças ou pragas deve englobar iniciativas preventivas, como o manejo adequado da cultura, evitando superpastejo, no caso de pastagens, e exposição do solo à luminosidade, que provoca a germinação de sementes de plantas invasoras nas pastagens, além de iniciativas culturais, como integração lavoura-pecuária (ILP), por exemplo, e também químicas quando a planta invasora já é uma realidade e está afetando realmente a produtividade do sistema. Portanto, o manejo adequado das pastagens é um dos principais fatores que levam à maior produtividade. Pois, com o manejo da espécie forrageira, temos a conversão dessa massa verde de pastagem em mais carne e leite.