Genômica

A genômica e as associações de criadores

Genômica

JOSÉ FERNANDO GARCIA Médico-veterinário, professor, pesquisador e consultor (UNESP e AgroPartners) [email protected]

Com a chegada das ferramentas genômicas ao setor da pecuária bovina de corte e de leite lá pelos idos de 2009, sendo as mais conhecidas os SNP chips e suas variações, todos os elos da cadeia de melhoramento genético animal começaram a se mover, desde então, no sentido de retirar o máximo proveito daquela tecnologia nascente.

A tradicional indústria farmacêutica animal foi, para surpresa de muitos, um dos primeiros elos a se mover, com o desenvolvimento de soluções genômicas que preconizavam testes desenhados para bovinos de leite e de corte – inicialmente, de qualquer categoria (elite ou comercial), e, mais adiante, indicado, preferencialmente, para animais de rebanhos comerciais.

Essa iniciativa acabou gerando a reação de associações de criadores, em especial, das raças Holandesa e Angus na América do Norte e Europa, que, vislumbrando o rumo que a tecnologia genômica poderia tomar, resolveram internalizar os processos de inteligência analítica (interpretação dos dados e geração de informação), criando, respectivamente, o Council of Dairy Cattle Breeding (CDCB) e a Angus Genetics Inc. (AGI).

Essas entidades privadas prestam serviços aos criadores por meio das associações respectivas, dando o dinamismo necessário ao processo de seleção genômica. Para se ter uma ideia do seu papel, hoje, as avaliações genômicas são realizadas semanalmente por essas empresas, criando uma dinâmica de melhoramento nunca antes observada em bovinos.

Ao mesmo tempo, um terceiro elo da cadeia – os laboratórios de genotipagem (análise genômica através de SNP chips) – começou a se fortalece...

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