Santo Capim

PRAGAS: COCHONILHAS QUE ATACAM PASTAGENS (Parte 3)

Santo

Adilson de Paula Almeida Aguiar é zootecnista, investidor nas atividades de pecuária de corte e leite, professor de Forragicultura e Nutrição Animal e Consultor Associado da Consupec - Consultoria e Planejamento Pecuário Ltda.

Dando continuidade ao artigo sobre pragas da pastagem, agora abordando as cochonilhas. A cochonilha-das-pastagens ou dos capins, espécie Antonina graminis, é um inseto sugador de seiva da planta, de corpo ovalado e de cor vermelho escuro arroxeada, medindo cerca de 3 mm de comprimento por 1,5 mm de largura, apresentando o corpo envolto por uma substância cerosa branca de conformação semelhante a um saco.

Desenvolve-se bem na amplitude de temperatura entre 24°C e 29°C. Ao contrário do que ocorrem com as cigarrinhas que atacam pastagens, elas são mais prejudiciais na estação da seca, mas podem aparecer em qualquer época do ano, desde que as temperaturas não sejam muito altas (acima de 29°C) ou muito baixas (abaixo de 2°C) já que a cada dez semanas surge uma nova geração (cinco gerações por ano). A sua dispersão ocorre pelo homem, pelo vento e por outros insetos, como as formigas.

No Brasil, a cochonilha-das-pastagens foi identificada pela primeira vez na Bahia, em 1944, depois, em 1964, no Pará, e, em 1966, em São Paulo.

Essa praga foi muito conhecida dos pecuaristas, técnicos e pesquisadores nas décadas de 1960 e 1970, quando houve uma aceitação muito grande pelas forrageiras das espécies Chloris gayana, conhecida por capim-de-rhodes, e Digitaria decumbens, cultivares Pangola e Transvala. O Pangola comum foi muito atacado por essa praga, e esta foi uma das razões da substituição por outras gramíneas. Ainda foram relatados ataques esporádicos em pastagens dos capins ang...

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