Entrevista do Mês

Cria pode ser rentável

Entrevista

Tida como o “patinho feio” dos sistemas produtivos, o setor da cria pode gerar resultado financeiro elevado com a adoção de tecnologias como a inseminação artificial em tempo fixo (IATF). Quem garante é o médico- -veterinário e consultor Luciano Penteado da Silva.

Adilson Rodrigues
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Revista AG - Qual o maior desafio do ciclo de cria hoje?

Luciano Penteado - Sem dúvida, é a eficiência reprodutiva. Quando a gente fala de eficiência reprodutiva, trata-se de produzir um bezerro por vaca por ano. Para tanto, alguns pontos fundamentais devem ser respeitados: intervalo entre partos de 12 meses, com monta em um período de serviço de, no máximo, 70 ou 75 dias pós-parto. Quanto maior a prenhez no início da estação de monta, maior será a eficiência reprodutiva do rebanho.

Revista AG - O que fazer para superar?

Luciano Penteado - A melhor ferramenta para conseguir atingir a meta de um bezerro por vaca por ano é a inseminação artificial em tempo fixo (IATF). É uma tecnologia aplicável nos dias atuais, comprovada pelo seu uso no mercado há mais de 15 anos e por proporcionar resultados incríveis. Matematicamente, você não tem como errar. Se submeter a IATF em vacas de 45 dias de pós-parto, em média – com a mais tardia emprenhando aos 60 dias pós-parto e a mais precoce aos 30 dias –, obrigatoriamente, chegaremos no nível desejado. O problema é que o intervalo entre partos é difícil de mensurar. O pecuarista mede taxa de prenhez, vaca que emprenhou e reemprenhou e peso ao desmame, mas esquece da eficiência reprodutiva. Cada aumento de um mês no intervalo entre partos representa a perda 10% da produtivida...

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