O Confinador

DIETAS

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Retorno econômico de diferentes estratégias de nutrição no confinamento

Marcos Sampaio Baruselli*

No Brasil, tradicionalmente, a engorda de bovinos sempre foi feita em condições extensivas de pastagens, tanto que o Brasil dispõe de, aproximadamente, 190 milhões de hectares de pastagens entre cultivadas e nativas (GTPS, 2018).

Contudo, de algumas décadas para cá, os sistemas de produção mais intensivos, como o confinamento e o semiconfinamento, ganharam mais representatividade entre os produtores rurais e cresceram a uma taxa média de 7% ao ano entre 2008 e 2018, chegando a 5 milhões de bovinos confinados e outros 5 milhões semiconfinados por ano.

Entre os motivos do crescimento dos sistemas intensivos de engorda de bovinos entre os produtores rurais está a maior produtividade de arrobas e o maior retorno econômico desse sistema frente ao tradicional.

Os sistemas intensivos de produção, como o confinamento, são capazes, ainda, de gerar uma expressiva redução da idade de abate do bovino – boi de ciclo curto – e um significativo aumento da produtividade de arrobas, tanto por animal como por unidade de área.

Ao aumentar a produtividade de arrobas por animal e por unidade de área, o confinamento é capaz de viabilizar centenas de propriedades rurais tidas, hoje, como improdutivas no Brasil, tornando-as mais competitivas e rentáveis, inclusive frente às outras atividades agrícolas.

Tabela 1 – Perfil da ração de bovinos confinados em dez confinamentos no ano de 2017: baixo teor de alimentos volumosos (20% da matéria seca) e alto teor de alimentos concentrados (80% da matéria seca)

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