Santo Capim

PRAGAS: CIGARRINHAS QUE ATACAM PASTAGENS (Parte 2)

Santo

Adilson de Paula Almeida Aguiar é zootecnista, investidor nas atividades de pecuária de corte e leite, professor de Forragicultura e Nutrição Animal e Consultor Associado da Consupec - Consultoria e Planejamento Pecuário Ltda.

Dando continuidade ao artigo sobre pragas da pastagem, agora abordando os métodos de controle. As alternativas compreendem vários métodos, os quais constituem um programa de controle integrado de pragas (MIP).

1) Resistência de gramíneas: o mecanismo de resistência é a antibiose. Por meio desta, a gramínea causa um efeito adverso no desenvolvimento e na sobrevivência do inseto, mas este ainda não é bem entendido no caso das cigarrinhas.

As avaliações que permitiram concluir sobre a resistência do cultivar Marandu (capim-braquiarão) – forrageira que, atualmente, ocupa mais de 65% das pastagens na Região Norte e, aproximadamente, 50% da área de pastagens brasileiras – foram feitas com espécies de cigarrinhas típicas de pastagens, como Notozulia entreriana e Deois flavopicta, mais comuns nos Cerrados e em outras regiões (classificação feita pela Embrapa na década de 1980), entretanto, hoje se sabe que este cultivar é susceptível à cigarrinha típica de canaviais e capineiras, do gênero Mahanarva.

A Brachiaria humidicola comum foi classificada, no passado, como resistente, depois, como tolerante, mais em níveis populacionais altos, no trópico quente-úmido, como na Região Norte, os danos são significativos.

A Brachiaria humidicola cultivar Llanero foi liberada pelo CIAT (Colômbia) como resistente, mas é uma excelente planta hospedeira para as ninfas, causando danos severos.

Como método de controle para as cigarrinhas típicas de pastagens, algumas...

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