Genômica

O verdadeiro fenótipo

Genômica

JOSÉ FERNANDO GARCIA Médico-veterinário, professor, pesquisador e consultor (UNESP e AgroPartners) [email protected]

Quando falamos em genética, melhoramento genético ou genômica, sempre temos em mente o aumento da produtividade. A atividade pecuária de corte séria e atualizada, já há algum tempo, não se prende a aspectos ligados ao sobrenome do criador na hora de comprar seus reprodutores.

Hoje, existem mais informações sobre um touro do que havia há 20 anos. As DEPs (diferenças esperadas na progênie) são uma delas. Usando essa informação, é possível prever, com algum grau de certeza, como se desempenharão (na média) os filhos desse reprodutor. Ficou um pouco mais fácil escolher um touro utilizando as DEPs. Se o foco é na produção de bezerros pesados, existe DEP para isso (peso à desmama); se o objetivo é a reposição de fêmeas precoces (que emprenham aos 15-18 meses), tem DEP para isso (precocidade sexual); se o alvo é buscar carne gourmet, tem a DEP marmoreio e de espessura de gordura subcutânea.

Portanto, para algumas raças de corte (em especial, Angus e Nelore), atualmente, ficou fácil escolher um touro entre as tantas opções existentes. Basta procurar pelo catálogo e combinar as informações das DEPs com a avaliação exterior do animal (aprumos corretos, testículos bem formados, umbigo de tamanho adequado, entre outras), algo que bons programas de melhoramento já fazem durante seus processos de seleção.

Um problema que se enfrenta, entretanto, é que, muitas vezes, esses touros melhoradores são adquiridos e soltos no pasto, e tudo é esquecido, até o momento da venda do bezerro, da seleção de fêmeas para reposição ou da produção da carne. A aquisição de touros oriundos de programas de melhoramento gen...

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