Do Pasto ao Prato

“DEBREIA” NAS DEPS

Do

Fernando Velloso é médico-veterinário e sócio-proprietário da Assessoria Agropecuária FF Velloso & Dimas Rocha – www.assessoriaagropecuaria.com.br –

Não se assustem, pois não venho aqui questionar ou criticar o uso dos dados dos programas de melhoramento de bovinos, pois participo desta igreja e também sou um pregador da seleção objetiva. Talvez eu faça mais esta pregação que muitos pastores bem mais graduados que eu nesta religião. Comprei a ideia ainda nos bancos da faculdade, graças às firmes e boas argumentações de professores de meu curso de veterinária, com destaque nesta área para os professores José Fernando Piva Lobato (mais conhecido por Lobato) e Júlio Otávio Jardim Barcellos. Ambos faziam – e seguem fazendo – muito boa catequese pró-seleção objetiva nos cursos de Agronomia e Veterinária da UFRGS.

Não tenho dúvidas de que os métodos objetivos para a seleção de bovinos seguem sendo a melhor opção disponível para selecionarmos os nossos animais ou para adquirirmos reprodutores ou sêmen. As exposições e as competições entre animais já foram uma ferramenta muito importante e popular, mas perderam muito espaço (e até sentido), quando temos disponíveis tantas tecnologias que nos aproximam muito mais do acerto na escolha dos animais.

Nem se comente (já comentando) quando julgamos e premiamos animais maduros (de três ou quatro anos), pois o fenótipo (visual) desses animais nos diz muito pouco de sua genética para o desempenho nas idades dos animais que interessam aos produtores (até o desmame e ganho pós-desmame). Não desconsidero a apropriada apreciação visual dos animais no processo de seleção, especialmente para retirar animais ou genes que podem deixar problemas na fazenda, no entanto, usar o visua...

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