Sobrevoando

Números

Toninho Carancho
[email protected]

Ah, os números... Coisa mais brutal e dura. Os números não mentem jamais, porém podem enganar, sem querer ou de propósito.

Muitos de nós gostamos de nos enganar com eles, principalmente quando soam bonitos e grandes, quando favorecem o nosso trabalho.

“Tive 80% de prenhês na IATF!” Pode ser um número ótimo ou nem tanto. Precisamos de mais informações para avaliar. E se, nesse resultado, foram utilizadas somente vacas falhadas que estavam rachando de gordas, folgadas em um pasto novo e que tiveram o seu toque realizado bem precoce, com pouquíssimos dias de gestação, via ultrassom? Será que é tão bom assim? E se essas mesmas vacas parem somente 70%? E se esses bezerros nascidos desmamam em percentual de apenas 65%? E se eles, ao crescerem e se desenvolverem na fazenda, viram somente 50% depois de serem alguns roubados, sumidos, mortos por doenças das mais variadas, por raio, por picada de cobra etc. Será que esse número continua tão bom assim?

E se o número de prenhez na IATF é de 60%? Parece não tão bom? E se foi obtido com vacas com cria ao pé, em toque realizado 60 dias depois da IA em pasto normal da fazenda, com condição corporal 3 e que pariram 58%, e que os bezerros desmamados foram 55% e, até chegar à vida adulta, viraram em 50% do total de fêmeas? Será esse número não tão bom assim?

Pois é, os números não mentem, mas podem enganar, mesmo. Na ânsia por números maiores nas IATFs, a fim de fazer a fama de algum protocolo, produto farmacêutico, veterinário, fazenda, raça ou de todos envolvidos, muitas vezes, têm aparecido números bem vistosos, mas que geralmente não acompanham as devidas explicações. E essas explicações são fundamentais para entendermos realmente a validade e a importância dos números. A diferença de resultados entre animais vazios e com cria ao pé na IATF é gigante. A diferença entre fazer o diagn...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista AG, clique Aqui e Assine Agora!