Escolha do Leitor

Botulismo: um perigo constante

Escolha

Tratamento com antimicrobianos não funciona. Portanto, o melhor a se fazer é prevenir

Marcos Antonio F. Malacco*

O botulismo é uma doença que afeta o sistema nervoso do homem e de diversas espécies animais, como bovinos, ovinos, caprinos, equinos, aves, além de outros animais silvestres. A enfermidade afeta o sistema nervoso periférico e se caracteriza por paralisia motora, sendo provocada pela ingestão de toxinas ou venenos produzidos pela bactéria Clostridium botulinum, quando esta se multiplica. As condições para a multiplicação do C. botulinum são a presença de matéria orgânica de origem animal ou vegetal em decomposição e meio com ausência de oxigênio.

São sete os tipos de C. botulinum classificados de acordo com o tipo de toxina que produzem: A, B, C, D, E, F, e G.

Os tipos A, B, E e F são importantes para os humanos. O tipo G ainda não foi envolvido na doença e foi isolado no solo argentino. Para os bovinos, os tipos de C. botulinum são o C e o D. Já para equinos, aves selvagens e domésticas, o tipo C é o mais importante.

As fontes das toxinas botulínicas são carcaças e ossos de animais ou matéria vegetal (gramíneas, feno, silagem, grãos etc.) em decomposição, que podem ser ingeridas pelos animais ou ainda contaminarem a água de dessedentação deles. Essas toxinas são enzimas que degradam proteínas específicas nas junções neuromusculares e impedem a transmissão do impulso nervoso levando à paralisia motora ascedente, isto é, inicia-se nos membros traseiros para, depois, atingir os dianteiros, o pescoço e a cabeça. Essas toxinas são extremamente poderosas, e apenas um grama de alimento contaminado pode conter uma quantidade capaz de matar um bovino adulto.

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista AG, clique Aqui e Assine Agora!