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Parceria combate uso indiscriminado de antimicrobianos

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Antimicrobiano é o termo utilizado para descrever substâncias que demonstram a capacidade de reduzir a presença de micróbios, tais como bactérias e fungos. Os antimicrobianos ainda podem ser divididos em diversas classes, a exemplo de desinfetantes, aditivos – incluindo alimentares – e antibióticos.

Esse último grupo é o mais preocupante, pois o uso errado ou indiscriminado em animais de produção pode resultar na resistência de bactérias causadoras de doenças em humanos que consomem sua carne ou leite, uma preocupação global e monitorada pela Organização Mundial de Saúde.

É para antecipar uma demanda iminente, após a criação do Plano de Ação Nacional para Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos (PAN-BR AGRO), lançado pelo Ministério da Agricultura, em maio deste ano, que nasce a Aliança para o uso responsável de antimicrobianos, formada por 11 entidades de classe atuantes no mercado de proteína animal.

“Os representantes de classe ligados à produção de alimentos de origem animal dão um passo para aprofundar as discussões e atuar de forma colaborativa, minimizando os riscos da resistência antimicrobiana em animais e a consequente transferência para humanos”, explica Sheila Guebara, coordenadora da Aliança.

Entre as propostas da Aliança está a participação dos representantes das entidades envolvidas em ações, simpósios e reuniões – nacionais e internacionais – com o objetivo de fomentar a correta utilização dos antimicrobianos e discutir atualizações sobre o tema.

O foco do trabalho é mais voltado à educação e menos à restrição do uso de determinados produtos, como no caso de tratamentos preventivos com antibiótico. “A Aliança não tem o caráter de proibir ou restringir, e sim de prover informação a respeito da base científica para ajudar o produtor na melhor tomada de decisão”, explica Sheila.

Fora da porteira, a preocupação é o combate da pirataria dos medicamentos, e, dentro dela, é para que sejam empregados corretamente, conforme estabelece a bula e o médico-veterinário.

“Sabemos que, na saúde humana, existe a necessidade de prescrição médica, seguido da retenção de receita no momento da compra dos medicamentos, mas isso ainda não acontece na Medicina Veterinária. Essa é uma das questões a serem discutidas pelo grupo”, explica Gabriela Mura, responsável técnica do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos Veterinários, uma das entidades parceiras. O mapeamento das chamadas superbactérias para seu controle no organismo dos animais de produção é responsabilidade do PAN-BR.


Animais criados livres fornecem carne saudável

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A carne de bovinos criados livres no Pampa é mais saudável do ponto de vista nutricional. Além do importante fornecimento de nutrientes como ferro e vitaminas do complexo B, a proteína desses animais apresenta maiores teores de ômega 3, se comparada aos criados em confinamento. As pesquisas que comprovam isso são referenciadas pelo Laboratório de Ciência e Tecnologia de Carne da Embrapa Pecuária Sul.


Adubação potássica em pastagens

Segundo o professor de Forragicultura, Adilson Aguiar, para interpretar o teor de potássio (K) no solo, a maioria dos especialistas usa o parâmetro das classes de fertilidade, que vai de Muito Baixo a Muito Alto. Se o teor de K for classificado como Alto ou Muito Alto, não se recomenda a adubação. Por outro lado, as classificações Muito Baixo, Baixo e Médio requerem adubações em doses muito alta, alta e média, respectivamente.


Paulistas continuam adotando ILPF

Mais de 90% dos pecuaristas que adotam a integração lavoura-pecuária (ILP) ou pecuária-floresta (IPF) no estado de São Paulo pretendem continuar com os sistemas que diversificam a produção de grãos, bovinos ou madeira. Esse dado foi revelado em um estudo realizado pela Embrapa Pecuária Sudeste durante a safra 2016/17. Foram entrevistados 175 produtores. Pouco mais da metade, 52%, faz integração, dos quais 38% adotam ILP, e 14%, IPF.