Genômica

Seleção Genômica na pecuária de corte

Genômica

JOSÉ FERNANDO GARCIA Médico-veterinário, professor, pesquisador e consultor (UNESP e AgroPartners) [email protected]

Enquanto na bovinocultura leiteira a Seleção Genômica teve rápida adoção e causou profundas modificações no sistema de identificação e multiplicação dos animais melhoradores, no setor da pecuária bovina de corte, esse processo tem sido muito mais lento.

O primeiro grande entrave para a expansão do uso da genômica no mundo do corte prende-se ao fato de que a logística envolvida no processo de seleção de bovinos de corte é radicalmente diferente daquela dos “primos” do leite.

Em geral, um macho de raças ou cruzamentos de corte permanece no sistema ao longo de toda a sua vida, mesmo que nunca venha a se transformar num reprodutor ou que apresente desempenho visivelmente fraco. Ao final de sua vida, por volta de três anos de idade, esse macho razoavelmente terminado e que produza 20 arrobas, valerá cerca de R$ 3 mil, independentemente de suas qualidades genéticas.

Já um touro, que representa a ponta da pirâmide genética, pode chegar a valer R$ 12 mil, em média. Entretanto, para cada um desses touros, espera-se que um número bem maior de animais convencionais também seja produzido.

Isso faz com que a margem líquida por cabeça na pecuária de corte esteja situada entre esses dois contextos, que, invariavelmente, apresenta margens estreitas.

O uso correto da Seleção Genômica pressupõe a realização do teste de DNA em todos os indivíduos de cada safra, independentemente de serem bons ou ruins, afinal, é o contraste entre eles, à luz da genômica, que permite a seleção com maior precisão (acurácia). Porém, muitas vezes, os criadores de bovinos de corte r...

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