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BRS Mandarim

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Variedade de feijão-guandu reduz custos de pecuaristas com suplementação proteico-energética

Alexandre Souza

Pecuaristas paulistas que alimentaram o rebanho com o Guandu BRS Mandarim não precisaram empregar sal proteinado nem ração para os animais durante o período de inverno, época em que a suplementação é necessária.

Em experimentos realizados no interior de São Paulo, bovinos alimentados com essa cultivar apresentaram desempenho superior em comparação aos que receberam a suplementação, e a forrageira ainda permitiu aumentar a taxa de lotação animal no pasto.

Fazendas que testaram a variedade também confirmaram os bons resultados, como a do pecuarista José Francisco Soares, localizada no município de São Carlos/SP, que, há dois invernos, deixou o confinamento dos animais.

Soares, que trabalha com engorda de gado de corte, plantou a leguminosa desenvolvida pela Embrapa Pecuária Sudeste em uma das áreas mais degradadas do sítio. A experiência deu certo, e, hoje, dos dez hectares da Estância São Rafael, quatro estão com a cultivar.

Segundo Soares, com a implantação do BRS Mandarim consorciado, a pastagem melhorou, e ele não precisa utilizar ração ou sal proteinado para os animais. Desde o inverno de 2017, o gado alimenta- se do guandu e de sal mineral comum. A economia para ele e para os outros produtores que optaram pela variedade de feijão-guandu é considerável. De acordo com a pesquisadora Patrícia Perondi Anchão Oliveira, comparando o guandu com a pastagem recuperada, e considerando que as duas produzam a mesma quantidade de carne por hectare, o aumento de custo para inserir a BRS Mandarim seria de R$ 210,00 anuais por hectare, e a redução de despesas na alimentação animal somaria R...

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