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A faca de dois gumes da avaliação genética

Adilson Rodrigues
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O melhoramento genético de bovinos no Brasil – em especial, o das raças zebuínas – passou por transformações importantes que ajudaram a carne brasileira a ser uma das mais exportadas em todo o mundo.

Até 30 anos atrás, a grande vitrine de reprodutores eram as pistas de exposição. Antes, tinha o intuito de levar ao limite o potencial produtivo dos animais e, mais tarde, tornou-se uma forma de agregar valor venal aos animais ditos de elite.

Com o surgimento dos programas de avaliação genética – sendo alguns, desde o início, já vinculados ao Certificado Especial de Identificação e Produção (Ceip), selo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a programas que na chancela da pasta são realmente melhoradores –, inaugurou-se uma nova era na pecuária brasileira.

A morfologia deu passagem aos – inicialmente complicados – números dos sumários de touros. As centrais de inseminação artificial, então, passariam a observar esse mercado mais de perto até o ponto de trocarem a roseta de Grande Campeão pelas diferenças esperadas na progênie (DEP) como fator decisório. Já não bastava ser robusto, ele precisava ser provado perante sua progênie.

Para tanto, passou-se a dar maior ênfase ao perímetro escrotal, peso à desmama, ao sobreano, e, mais tardiamente, rendimento de carcaça e outra infinidade de características que, hoje, somam 35 apenas no sumário da Associação Nacional dos Criadores e Pesquisadores (ANCP), sucessora natural dos ensinamentos de Arnaldo Zancaner, pesquisador que trouxe o conceito de avaliação genética para o Brasil.

Os programas encorparam, ganharam adeptos de Norte...

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