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Formação, adubação e manejo de pastagens são o caminho que levam a altas produtividades

Carlos Alberto Ohara*

Assim como em qualquer outra cultura agrícola, podemos medir a produtividade do gado de corte para balizar como está o negócio. O índice @/ha/ano é utilizado para gerar um número que contemple o quanto de carne produzimos em cada unidade de área em um ano de trabalho. Assim, podemos comparar o gado de corte com outras culturas que medem em sacas de grãos/ha, toneladas de cana/ha etc., gerando um faturamento bruto.

Ao acompanhar o trabalho de 140 propriedades de gado de corte, nota-se uma distribuição heterogênea de propriedades em localização, tamanho, rebanho e diferenças no nível tecnológico (lotação de pastagens). São quase 87 mil cabeças de gado de corte com fazendas de 543 ha de pastagens, em média, sendo assim distribuídas:

20% fazem cria e mais de 14% fazem cria e recria, resultando em 34% das fazendas que se dedicam à fase inicial de produção de animais;

– 2% só recriam e 25% recriam e engordam, culminando em 27% das fazendas que fazem a terminação de animais, caracterizados por fazendas que necessitam de solos e pastagens melhores;

– 40% fazem ciclo completo (cria - recria - engorda).

A lotação média é baixa (1,14 cab/ha), semelhante à média nacional, que pode ser obtida pelos dados oficiais do Governo brasileiro, porém, é possível detectar que 10% delas já conseguem trabalhar com lotações acima de duas cabeças/ha, considerando toda a área útil da propriedade. Se algumas fazendas conseguem dobrar a quantidade de gado na fazenda, por que outras não o fazem? Essa pergunta possui inúmeras respostas e destacamos algumas:

1 - o produtor de gad...

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