Genômica

Um por todos e todos por um!

Genômica

JOSÉ FERNANDO GARCIA Médico-veterinário, professor, pesquisador e consultor (Unesp e AgroPartners) [email protected]

Agenômica (tema principal dessa coluna) é uma daquelas palavrasconceito que todos querem que faça parte dos seus respectivos vocabulários. Demonstra “modernidade” e “avanço” dizer “eu uso genômica!”. Esse mesmo processo ocorreu há algumas décadas com o termo “biotecnologia”. Se quiséssemos ter um projeto aprovado, tínhamos que necessariamente abordar algum aspecto da tal biotecnologia. Se quiséssemos mostrar que fazíamos o que havia de mais moderno e avançado: tome biotecnologia!

Por ser uma área muito ampla, muitas vezes o termo era usado de forma errônea, mas com a boa intenção de trazer ao projeto a modernidade necessária ao avanço almejado, fosse ele técnico ou científico.

Em certa medida, é isso que está acontecendo com o termo “genômica” neste momento.

Todos, sem exceção, gostaríamos de ver a genômica inserida de alguma maneira no nosso cotidiano, afinal de contas, ela aponta para precisão, uniformidade, padronização, diminuição de tempo e redução de custos. Não erramos ao dizer que cada cadeia produtiva almeja aprimorar processos através do uso de ferramentas da “genômica”. E o desejo é tão grande que, às vezes, se confundem termos e conceitos. Um exemplo de confusão muito comum é considerar os testes de paternidade feitos atualmente pela tecnologia de DNA microssatélite como genômica. Outra é acreditar que a aplicação da genômica se restringe à determinação das diferenças esperadas na progênies (DEP) genômicas que incorporam em seu cálculo a informação do DNA como fator de aumento da precisão com que são determinados os valores genéticos de um reprodutor.

Mas, afinal...

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