Caindo na Braquiária

Raças importantes, touros mais ainda

Caindo

Alexandre Zadra - Zootecnista [email protected]

Enquanto a balsa cruzava o pujante Rio Araguaia, presa em um cabo de aço que, por ora, ligava o Pará ao Tocantins, na altura da cidade de Araguacema, o pecuarista Hilton Mello e eu trocávamos ideia sobre os resultados de cruzamento por ele obtidos.

Hilton sempre foi adepto do melhoramento de forma categórica, selecionando as melhores matrizes Nelore para serem inseminadas com touros Nelore maternos e fazendo cruzamento terminal com raças europeias nas vacas Nelore de pior produção. Há mais de 20 anos inseminando seu rebanho, localizado próximo a Santana do Araguaia, no Pará, Mello iniciou, usando sêmen de Limousin, passando por Simental, Red Angus, Hereford e Angus, sempre abatendo seus cruzados em torno de dez meses antes da boiada Nelore, com 1,[email protected] a mais que os zebuínos.

Abordamos diversos aspectos de seu projeto e o novo mercado surgido para a fêmea F1 (meio-sangue), no qual a mesma recebe preço de boi mais prêmio, se abatida até os 30 meses de idade com peso acima de [email protected], levando-me a questioná-lo por que nunca pensara em usar a F1 como matriz, fazendo o cruzamento terminal sobre ela com uma terceira raça. Se assim o fizesse, poderia tirar uma cria de sua novilha, abatendo-a ainda com um preço compensador.

Em um rompante, o experiente pecuarista respondeu com outra pergunta: – Diga-me uma coisa, Zadra: o animal tricross vai ser melhor que o meio-sangue no abate?

Bem, para responder a essa pergunta, precisamos pensar nos ganhos gerais obtidos com o cruzamento e não somente em uma característica. Se nos ativermos somente a ganho em peso, realmente o F1 pode sair na frente, visto que o biótipo e a fisiologia de crescime...

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