Entrevista do Mês

Toque feminino!

Entrevista

Ao herdar um dos retiros de uma fazenda, que veio a se tornar a Agropecuária Orvalho das Flores, Carmen Martins Perez começou seu real desafio na pecuária. À frente do Núcleo Feminino do Agronegócio, ela fala sobre mercado e alguns projetos que estão dando o que falar.

Adilson Rodrigues
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Revista AG - Há quanto tempo você já está no comando da Agropecuária Orvalho das Flores?

Carmen Perez - A propriedade foi constituída no final de 2005 e começou a funcionar em janeiro de 2006. Era o terceiro retiro de uma fazenda da família que eu tocava, onde fazíamos ciclo completo. Após a divisão, eu continuei a fazer ciclo completo por dois anos. Como necessitava setorizar a produção, comecei a ter dificuldade, pelo fato de a propriedade estar menor após a divisão. Então, decidi me especializar na criação de bezerros. É uma atividade que eu adoro.

Revista AG - A propriedade se mantém no ciclo de cria. Ao seu ver, quais são gargalos da atividade?

Carmen Perez - Nessa atividade, os principais gargalos são os índices produtivos, algo que sempre precisamos estar muito atentos. Os índices de prenhez, mortalidade, taxa de desmama e custo de produção são as métricas que vão fazer a diferença no negócio porque muitas vezes a gente gasta muito, mas de forma errada. Pelo fato de o mercado de bezerro sempre ter as fases de alta e baixa, essas informações precisam ser confiáveis e estar muito claras para podermos estipular metas. Nossa última safra não foi boa porque viemos de dois anos muito quentes e com pouca chuva. Também pesou o fato de plantarmos seringueira, para onde destinei boa parte dos investimentos. Pare...

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