Uma edição que vale por 12. A publicação destaca análises anuais dos principais setores da pecuária brasileira.

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Eqüinos

Mercado em expansão

Raça Quarto de Milha liderou compras nos leilões

O mercado em 2008 foi altamente positivo para o setor de eqüinocultura brasileira. A afirmação é de Guillermo Sanchez, presidente do Sindicato Nacional dos Leiloeiros Rurais. Segundo Sanchez, o setor começou a sofrer as conseqüências da crise mundial apenas no final do ano, coincidindo com o final do ciclo de vendas, em outubro, e inibindo alguns compradores e investidores na fase final do ano.

De acordo com Sanchez, nos oito primeiros meses, vários eventos importantes obtiveram ótima liquidez. “Conseguimos ter boas médias em quase todas as raças. E por conta disso o mercado mostrou-se aquecido. Em pleno mês de novembro, quando a palavra crise já estava presente na vida dos brasileiros, tivemos dois grandes leilões das raças Quarto de Milha, do Haras São Matheus e o Leilão Desert Heritage, da raça Árabe, durante a Exposição Nacional”, cita. Até o mês de setembro, Raça Quarto de Milha liderou compras nos leilões Divulgação observou-se um crescimento do mercado em comparação a anos anteriores e o setor seguiu mostrando sua pujança mesmo nestes últimos meses. Guillermo conta que a eqüinocultura teve um número expressivo de leilões de diversas raças ao longo do ano, principalmente de Quarto de Milha, que deve ter sido a mais vendida nos leilões de 2008, especialmente no centro do país. O setor teve também uma oferta grande de Mangalarga Marchador, que deve ocupar a segunda colocação em vendas e o Crioulo e o Paint Horse, que devem estar com ofertas aproximadas.

O sindicado afirma que tiveram ótimos preços em todas as raças, durante todo o ano. No Quarto de Milha, por exemplo, vários leilões tiveram médias acima dos R$ 40 mil e mais de 10 animais foram vendidos acima de R$ 200 mil. “Aconteceu no dia 15 de novembro o Leilão Versatilidade QM promovido pelo Haras São Matheus, do presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM), Dr. Ovídio Ferreira. Esse leilão foi um sucesso absoluto, com média geral de R$ 61 mil. A recordista do leilão foi Hot N Famous, vendida por R$ 146,4 mil, seguida por Dually From Heaven, por R$ 144 mil, e Bugs Bay Fy, R$ 136,8 mil”, destaca Sanchez.

Na sexta-feira, dia 14 de novembro, durante a Nacional, a raça Árabe viu seu melhor leilão do ano, que foi o Desert Heritage Auction, com média de R$ 45 mil. O recorde do Leilão foi Fa El Shawan (Al Marwan), um garanhão importado cujo valor de uma cota de 20% saiu por R$ 378 mil. Por R$ 255 mil a égua Dalyria HCF (Cajun Prince) foi o preço-destaque de fêmeas do leilão.

De acordo com o sindicato, algumas raças fizeram poucos Leilões neste ano, como o próprio Cavalo Árabe, com menos de 8 leilões neste período. Uma oferta reduzida também foi vista no cavalo Lusitano e no Appaloosa. A maior oferta esteve concentrada nas raças Quarto de Milha, Paint, Crioula e Mangalarga Marchador.

Para o próximo ano as avaliações do setor são extremamente positivas. “Acreditamos num forte crescimento no segmento, já que temos um potencial de produção reconhecidamente importante com vários animais nacionais se destacando em outros países, em provas de velocidade com vencedores em vários hipódromos internacionais”, relata o presidente do sindicato. Em provas de trabalho com animais de rédeas, segue ele, nossos animais vêm se destacando na Europa e Estados Unidos (EUA) e vários Cavalos Árabes brasileiros vêm sendo bem apresentados no circuito internacional. “O criador brasileiro tem seu mérito e já passou por vários momentos críticos. Tenho certeza de que vai passar por este período de cabeça erguida obtendo bons resultados”, finaliza Sanchez.