Uma edição que vale por 12. A publicação destaca análises anuais dos principais setores da pecuária brasileira.

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MEDICAMENTO

Alternativa contra a Brucelose

Hoje, a vacina utilizada para combater essa zoonose é produzida com a cepa B-19, que induz à formação dos anticorpos aglutinantes detectados nas provas diagnósticas. Para evitar a persistência destes anticorpos, a aplicação tem que ser feita entre os três e oito meses de idade. Em propriedades certificadas recomenda-se que as bezerras sejam vacinadas até os seis meses de idade, de forma a minimizar a possibilidade de reações vacinais nos testes de diagnóstico. Estas limitações dificultam o controle e as tentativas de erradicação da doença. No caso da RB-51®, as características de proteção são semelhantes às da B-19, porém, por ser uma amostra rugosa, não induz à formação de anticorpos aglutinantes e, portanto, não interfere no diagnóstico sorológico da doença. As fêmeas acima de oito meses não vacinadas com a cepa B-19 e fêmeas adultas soronegativas em áreas de foco terão sua vacinação recomendada pelo Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT). A utilização de vacinas não-indutoras da formação de anticorpos aglutinantes está proibida em fêmeas até oito meses de idade, fêmeas gestantes e bovinos machos de qualquer idade.

A aplicação só poderá ser efetuada sob a responsabilidade técnica de um médico veterinário cadastrado no serviço de defesa sanitária animal do seu estado.

Atualmente, a vacina não- indutora da formação de anticorpos aglutinantes é a oficial nos Estados Unidos, México e Chile. Também é utilizada em outros países, como África do Sul, Colômbia, Costa Rica, Paraguai e Venezuela. Segundo o médico veterinário do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, Maurício Dasso (foto), a RB-51® não substitui a vacina antiga com a cepa B-19, que continuará sendo obrigatória. “Apesar da RB-51® ser muito utilizada em outros países da América e da Europa, ela não vai ocupar imediatamente o espaço da B-19. O custo elevado e a pouca produção em larga escala no Brasil são alguns fatores que influenciam para isso”, pondera Dasso. Os Estados brasileiros possuem, atualmente, controles mais rígidos para a prevenção da brucelose. Pode-se afirmar que a incidência da moléstia é muito baixa em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Especificamente neste último, que está próximo da erradicação, a incidência está abaixo de 1%, tanto que é proibido usar a vacina B-19, obrigatória nos outros Estados. É importante salientar que a Brucelose em bovinos e bubalinos não possui tratamento. Animais infectados devem, obrigatoriamente, ser sacrificados.