Uma edição que vale por 12. A publicação destaca análises anuais dos principais setores da pecuária brasileira.

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Bezerros

 

Cria apenas empata

E se a economia não crescer acima do previsto, 2017 será desafiador para o produtor de bezerros

Rogério Goulart*

Quando um bezerro dá lucro, é natural o criador querer mais. Quem não quer ter mais renda para investir no negócio ou melhorar o padrão de vida?

Em um ambiente como esse na cria, a tendência, então, é o criador elevar a produção.

Aumentam-se a produção e a quantidade de fêmeas em reprodução, provenientes da diminuição na exigência do descarte das atuais matrizes e também da decisão de deixar mais bezerras na fazenda ao invés de vendê-las.

Boa parte dos criadores fazem isso ao mesmo instante. No seu devido tempo, essa onda é grande o suficiente para diminuir a quantidade de fêmeas vendidas aos frigoríficos, o que é possível de se detectar medindo essa oferta na figura 1.

Chama a atenção o funcionamento desse mercado. Na figura temos o exemplo clássico do equilíbrio entre preços e oferta. Enquanto os preços estavam ruins em 2012 e 2013, com o bezerro valendo entre R$ 700 e R$ 800, o produtor estava optando por mandar vacas para o abate.

A partir de lá, quanto mais o bezerro subia, e especialmente quando ele ultrapassou os R$ 900, maior era o desejo do criador em aumentar a cria. Isso é comprovado e visto na diminuição da oferta para o frigorífico naquele mesmo gráfico.

É importante dizer que existe uma linha natural de descarte de matrizes. Nos estudos da Carta Pecuária, no acompanhamento diário de preços da pecuária nos últimos vinte anos, encontra-se uma variação de +10% dos abates anuais como a fronteira entre abate e retenção, com base no efeito da oferta nos preços dos machos. Então, é seguro dizer que uma variação nos abates acima de 10% pode indicar que a cria está descartando matrizes. Um...

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