Uma edição que vale por 12. A publicação destaca análises anuais dos principais setores da pecuária brasileira.

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Pecuária de Leite

 

Importação deve diminuir

Para o produtor, desde o pagamento de setembro, os preços do leite também caíram

Rafael Ribeiro*

A maior concorrência entre os laticínios, com a queda na produção desde o final de 2015, deu sustentação aos preços do leite e seus derivados no mercado interno. As questões climáticas adversas e os custos de produção em alta, com destaque para os alimentos concentrados, agravaram a situação da produção nacional.

Apesar do mercado firme e da alta do leite de janeiro a agosto (pico de preço), o cenário foi de cautela para o setor, pois o produtor, com as margens apertadas em função dos aumentos expressivos nos custos de produção da atividade, pelejou o ano todo. Veja a figura 1.

Em maio, a produção começou a aumentar na Região Sul do País (período de safra na região). A partir de julho/agosto, os volumes captados cresceram também em Minas Gerais, São Paulo e Goiás.

Ainda que os incrementos na produção tenham sido menores que em anos anteriores, em função dos menores investimentos na atividade e do corte de gastos por parte do produtor, foram suficientes para tirar a sustentação dos preços do leite e derivados no mercado interno.

Além da produção aumentando, os preços dos lácteos em queda no atacado e pressão dos laticínios, as importações em grandes volumes e a demanda interna patinando colaboram com o cenário de baixa.

No atacado, o leite longa vida saiu de um patamar acima de R$ 4,50 por litro em julho para abaixo de R$ 2,50 por litro em novembro. As altas de preços dos lácteos no primeiro semestre geraram estoques nas indústrias, que tiveram de baixar os preços, visto o escoamento ruim na ponta final da cadeia.

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