Uma edição que vale por 12. A publicação destaca análises anuais dos principais setores da pecuária brasileira.

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Abate de Bovinos

 

Terceiro ano de queda nos abates de fêmeas

Hyberville Paulo D’Athayde Neto*

Em um ano com crise econômica, como foi 2016, se a oferta de boiadas e os abates não estivessem modestos, teríamos um mercado do boi gordo com fortes quedas.

A cotação média do boi gordo até o início de novembro foi 3,8% menor que a média de 2015, em valores reais. Os abates, considerando os dados disponíveis até o momento, do primeiro semestre, caíram 2,8%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Foi um ano com muitos meses de margens de comercialização apertadas para a indústria, que trabalhou também com ociosidade elevada. O consumo sentiu a crise econômica e a oferta de gado limitada não deixou espaço para quedas maiores na cotação da arroba do boi gordo.

ABATES DE FÊMEAS

Quando uma atividade está rentável, a tendência é que o empresário queira aumentar a produção e, com a pecuária, não é diferente.

Entre outros fatores, a busca por aumentar a produção de bezerros ocorre pelo incremento no rebanho de fêmeas. Manter fêmeas no rebanho é uma forma de investimento, uma aposta na cria.

O aumento do efetivo de fêmeas tem como consequência a redução do abate de bovinos.

Aqui temos um ponto interessante da pecuária. Os meios de produção de carne, as vacas, também são produtos.

Ou seja, quando há investimento para aumentar a produção de bezerros, que estão valorizados, há redução das vendas de fêmeas para os frigoríficos.

Elas também produziriam carne. Com isso, a busca por aumentar a produção, já influenciada por um mercado do bezerro e boi gordo atrativo, diminui a oferta de produto (bovinos terminados), intensificando a valorização.

O oposto também ocorre. Em momentos de preços pouco atrativos, o produtor abate mais fêmeas, o que aumenta a produção de carne e pressiona ainda mais as cotaç...

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