A Granja do Ano – 34 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Milho

Cotações e perspectivas aquecidas

Milho

A oferta inferior de milho em 2018 – 27 milhões de toneladas a menos que na safra 2016/17 – tem efeitos diretos num movimento de valorização dos preços no decorrer do ano. Além disso, a desvalorização do real favorece as exportações e diminui a oferta interna do grão. Ainda para a primeira safra, a soja se mostra mais interessante ao produtor (que o cereal), visto a guerra comercial entre China e Estados Unidos, e há incertezas quanto à safra norte-americana

Arno Baasch
arno@safras.com.br

A safra brasileira de milho 2017/18 estava, em julho de 2018, praticamente definida, apontando um corte considerável em termos de volume em relação à temporada imediatamente anterior (2016/17). Segundo levantamento de julho de Safras & Mercado, o Brasil devia fechar a temporada com uma colheita de 80,724 milhões de toneladas, bem abaixo do volume de 107,901 milhões registrado em 2016/17. O analista de Safras Paulo Molinari ressalta que a queda no volume produzido é normal após uma colheita recorde, com a acomodação do mercado em meio ao cenário de preços menos atrativos e de amplos estoques de passagem, o que foi justificado pelo declínio considerável nas áreas cultivadas, tanto no verão quanto na segunda safra. Além disso, problemas climáticos observados nas regiões produtoras, especialmente na segunda safra, impossibilitaram uma colheita mais expressiva do cereal.

O indicativo de uma menor oferta de milho em 2018 vem contribuindo para um movimento de valorização dos preços ao longo do ano. No primeiro trimestre, o setor de proteína animal foi diretamente impactado pelo pico de preços da saca de milho, já que não houve um maior movimento por parte dos consumidores em adquirir volumes mais expressivos do cer...

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