A Granja do Ano – 34 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Feijão

Estável e desorganizado

Feijão

Segmento do feijão vive um momento de cotações sem sobressaltos. Mas as lideranças anseiam em ver a cadeia em dias constantes. Organização e mercado externo são os sonhos, assim como esperam do Governo mais ação e menos burocracia

Leonardo Gottems

Ao contrário da instabilidade entre oferta e demanda registrada em 2017, a cultura do feijão passa por um momento de produção e de preços estáveis em 2018, mesmo com os valores em um patamar abaixo do registrado nos últimos anos. A média do feijão carioca, por exemplo, deve variar entre R$ 120 e R$ 150 a saca de 60 quilos. Em 2017, a mínima não baixava de R$ 150, e a máxima chegou a R$ 200. De acordo com o analista em transferência da Embrapa Arroz e Feijão Pedro Sarmento, a produção estimada para 2018 é de, aproximadamente, 3,3 milhões de toneladas, semelhante à de 2017.

No entanto, como a tendência é de que os preços não aumentem no decorrer do ano, as safras de feijão não estão se mostrando lucrativas para alguns produtores. “No momento, o cenário não está favorável para os produtores de feijão irrigado. É necessário produzir acima de 50 sacas para conseguir alguma lucratividade. Infelizmente, existe uma tendência de excessiva utilização de insumos sem a devida atenção ao retorno dessas aplicações na lavoura”, comenta Sarmento. Segundo o analista, outro ponto importante é a saúde do solo dos pivôs plantados com feijoeiro comum. Ele explica que os produtores já perceberam que, se não usarem algum tipo de cobertura, seja ela milheto, crotalária, braquiária, trigo mourisco, separadas ou misturadas, dificilmente conseguirão produzir acima das 60 sacas por hectare.

Já o engenheiro-agrônomo Fábio Aurélio Dias Martins, pesquisador da Empresa de Pesquisas Agrope...

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