A Granja do Ano – 33 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Feijão

Tranquila estabilidade

A saca de feijão-carioca que chegou a valer R$ 450 em 2016 passou a R$ 150/200 em 2017, o que caracteriza uma situação normal. A crise econômica não influencia o setor, que sofre mesmo é pela falta de organização

Leonardo Gottems

Após atingir um patamar histórico de valorização em 2016, quando os preços chegaram a bater em impressionantes R$ 450 por saca do carioca em algumas praças do interior, em 2017, o feijão voltou à estabilidade. A temporada é caracterizada pelo equilíbrio entre oferta e demanda, o que tem resultado em preços relativamente estáveis em torno de R$ 150 a R$ 200 a saca do feijão tipo comercial carioca, e próximo a R$ 200 para o feijão tipo comercial preto. A produção brasileira é estimada em Divulgação 3,348 milhões de toneladas para 2017 pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE. O número representa um aumento de 30,2% sobre os 2,572 milhões de 2016. É esperada uma produtividade média de 1.086 quilos por hectare, alta de 8,6% sobre 2016. A área plantada deve ser de 3,083 milhões de hectares, expansão de 19,8% na mesma base de comparação.

Feijão

O ranking dos principais estados produtores manteve o Paraná na liderança em 2017, com 781,1 mil toneladas, o que significa uma participação de 23,3%. Logo em seguida Minas Gerais, que produz 546,9 mil toneladas e supre 16,3% do mercado. Em um patamar menor aparecem, na sequência, Goiás (327,9 mil t), Mato Grosso (300,7 mil t), Bahia (291,9 mil t) e São Paulo (262 mil t). De acordo com Alcido Elenor Wander, pesquisador e chefe-geral da Embrapa Arroz e Feijão, a demanda por feijão é relativamente estável no País. A oferta (que é resultado da produção interna e de importações, subtraídas as exportações) é que, ao longo do tem...

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