A Granja do Ano – 33 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Milho

Tudo encolheu. Até o ânimo

Milho

Produção e produtividade recordes e, assim, oferta elevada, depreciação das cotações, sobretudo em comparação ao ano anterior, e exportações travadas no primeiro semestre de 2017. Eis o cenário do momento do milho no Brasil, que levará à redução drástica na área 2017/18, algo superior a um quarto do terreno apenas na safra verão – e, consequentemente, produção inferior

Arno Baasch a
rno@safras.com.br

O mercado brasileiro de milho ingressou em agosto de 2017 com um quadro de oferta bastante elevado, fruto de uma produção recorde na safra 2016/17, fator que acaba trazendo depreciação Jacto às cotações, especialmente no comparativo ao mesmo período do ano passado, quando o País registrava um quadro de escassez de milho. De acordo com o analista de Safras & Mercado Paulo Molinari, diante de uma movimentação praticamente travada das exportações de milho no primeiro semestre, a queda nas cotações do cereal no Brasil acabou acontecendo de forma natural. Ela somente não é mais efetiva por conta das incertezas climáticas para o desenvolvimento da safra norte-americana 2017/18, em razão dos problemas de estiagem enfrentados em diversos estados produtores daquele país.

Molinari ressalta que a safra 2016/ 17 brasileira vem apresentando resultados surpreendentes em muitos aspectos, a começar pela área da safra de verão, que ocupou 5,295 milhões de hectares, incremento de 35,7% ante os 3,902 milhões de hectares cultivados na temporada anterior (2015/16). Esse aumento na área está relacionado aos excepcionais preços alcançados pelo cereal em 2016, fator que motivou os produtores a investir no cultivo na primeira safra. Outro ponto favorável foi a ausência de problemas climáticos no verão, apesar dos indicativos de...

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