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Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Destaques - Soja

Exemplo de produção SUSTENTÁVEL

A SLC Agrícola, que faturou R$ 1,76 bilhão em 2015, vem conquistando para suas fazendas certificações ambientais e sociais


SLC Agrícola

• Sede administrativa: Porto Alegre/RS
• Fazendas com soja: 14
• Área de soja 2015/16: 212.586 ha (soja comercial + semente)
• Produção e produtividade 2015/16: Produtividade de 43 sc/ha; produção de 555 mil t
• Faturamento em 2015: R$ 1,76 bilhão


Quais são as definições da SLC Agrícola para a soja na safra 2016/17? A área será maior que na safra anterior ou não? O que levou a empresa a tomar essas decisões?

Aurélio Pavinato — Ainda estamos finalizando o planejamento agrícola, mas podemos afirmar que haverá expansão na nossa área de cultivo de soja, próxima de 10%, em linha com a nossa estratégia de crescimento, e também em parte devido à migração de áreas de algodão de primeira para segunda safra, como estratégia de maximização de rentabilidade, o que libera mais áreas para a soja.

E quais as projeções da empresa para a rentabilidade do cereal na safra?

Estamos otimistas com a próxima safra, pois, do ponto de vista climático, há boa probabilidade de ocorrência do fenômeno La Niña, que, historicamente, trouxe níveis de precipitação adequados para a nossa região de atuação (Cerrado). Além disso, nossos custos de produção em reais serão menores, dada à redução nos preços em dólar dos insumos e à menor taxa cambial. Em relação aos preços de venda, estamos conseguindo níveis superiores aos atingidos em 2016, tanto nos preços em dólar quanto no câmbio travado. Dessa forma as margens deverão expandir em relação ao que esperávamos para a safra 2015/16. A conjuntura é positiva.

A SLC Agrícola é conhecida pelas ações ambientais e sociais em suas propriedades. Destaque as conquistas mais recentes e quais retornos a empresa obtém com esses investimentos?

A SLC Agrícola acredita que o futuro será do agronegócio sustentável e certificado como forma de atender as novas exigências de todos os mercados de alimentos e proteínas. Nosso modelo de gestão é fundamentado em processos, sistemas e estruturas para atender as exigências legais e operacionais considerando os impactos de nossas atividades no meio ambiente e nas comunidades mais próximas.

O suporte a tudo isso é feito pelas pessoas capacitadas e comprometidas com nossas estratégias e resultados de forma a atender todas as partes interessadas de maneira equilibrada. A nossa Sustentabilidade Certificada vem com a ISO 14001 (Ambiental), OHSAS 18001 (Segurança e Saúde Ocupacional) e NBR 16001 (Responsabilidade Empresarial), que certificam nossas fazendas em todos os processos e com certificações voluntárias de produtos com as mesas redondas como a soja padrão RTRS e CRS, algodão padrão ABR/BCI e soja com baixo carbono com padrão ISCC destinado para biocombustíveis na Europa.

Aurélio Pavinato é diretor presidente da SLC Agrícola

Recentemente nos tornamos signatários do Pacto Global da ONU, adotando 6 Princípios Empresarias para Alimentos e Agricultura derivados dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis que fazem parte da Agenda Mundial 2030 das 195 nações signatárias da COP 21, assinada em Paris em dezembro de 2015. Ser um líder em sustentabilidade no agronegócio fortalece a nossa imagem e reputação para o bem e para a melhoria do ambiente e garantindo que os recursos naturais estarão disponíveis para as gerações futuras.

Quais suas perspectivas para o mercado da soja nos próximos meses?

O cenário global de soja começa a inverter um pouco da tendência de sobreoferta que esteve presente no último ano. Os preços já buscaram outros patamares dada a quebra de safra na América do Sul em 2015/16 e a tímida expansão de área nos EUA na safra 2016/17. Está muito claro para nós que a equação de oferta e demanda sempre apontará para necessidade de expansão de áreas, pois os aumentos de produtividade não acompanham o crescimento da demanda pela soja, e, como sabemos, o Brasil é o melhor lugar para ocorrer essa expansão. Por isso, a agricultura brasileira continuará prosperando, sem sombra de dúvidas.

Aguardamos ansiosamente maiores desenvolvimentos logísticos que provavelmente o novo Governo conseguirá destravar, o que é o maior gargalo do nosso setor. Do ponto de vista econômico e político, aparentemente o pior já passou e iremos começar uma retomada, que será lenta, mas trará melhoria no ambiente, com redução de juros, recuperação da oferta de crédito e, consequentemente, de investimentos. Estamos otimistas.