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Destaques - Milho

CONVICÇÃO absoluta no milho

Perspectivas positivas no cereal fazem a SLC Agrícola ampliar em 10% o plantio em 2016/17, para mais de 73 mil hectares

A Granja do Ano — Quais são os objetivos da SLC Agrícola para o milho na safra 2016/17?

Aurélio Pavinato — Na SLC Agrícola, o nosso milho é de segunda safra. A segunda safra é uma excelente alternativa de rotação/ sucessão de culturas e de diluição de custos fixos. A safrinha de milho é cada vez mais relevante no Brasil. Em 2015/16, a segunda safra representou 62% da produção de milho e a tendência é de ser cada vez mais predominante em relação ao milho safra. Teremos expansão na nossa área de milho para 2016/17, acima de 10%. Na safra 2015/16, plantamos 66,9 mil hectares de milho.

O milho vive um bom momento em relações a preços e exportações. Quais as perspectivas da empresa para o cereal nos próximos meses?

Os preços do milho foram excelentes em 2016. Atingiram máximas históricas no Brasil. O mercado interno não comprou milho com antecedência em 2015, assim, boa parte da produção foi comercializada com destino à exportação, associado com a redução na produção em 2016 devido à falta de chuvas na safrinha, nesse momento há falta de milho para o consumo interno. Acreditamos que a situação de abastecimento interno deverá se normalizar em algumas regiões somente na metade de 2017.

A empresa cultiva o cereal em diferentes regiões do País. Quais são as melhores para o cereal, tanto na primeira como na segunda safra?

Como o nosso milho é de 2ª safra, plantamos no Maranhão e no Centro- Oeste. Nessas regiões o retorno econômico é muito bom e com inúmeros benefícios agronômicos. Como cultura de 2ª safra, o custo de produção por tonelada é menor do que o milho 1ª safra e, além disso, ajuda na diluição dos custos fixos da soja, o que aumenta a rentabilidade da fazenda.

A empresa é extremamente profissional no cultivo do cereal? Que dicas, orientações, você daria a outros produtores de milho, tanto em relação a questões técnicas como sobre aspectos econômicos?

A cultura do milho apresentou uma grande evolução tecnológica nos últimos anos, especialmente com novos eventos tecnológicos embutidos na semente. Com isso, houve aumento no potencial produtivo e o manejo de pragas foi facilitado. Além disso, a tecnologia de máquinas modernas permite plantar o milho com menor espaçamento, entre 45 e 50 centímetros entre linhas, e com excelente distribuição de plantas na linha, garantindo melhor distribuição espacial e uso mais eficiente dos recursos naturais água, solo e luz.

E quais as perspectivas para o milho, inclusive em 2017?

O cenário de oferta e demanda atual para o milho, em nível mundial, é um pouco mais confortável do que o da soja. Na safra atual norte-americana (2016/17), que já foi plantada, o milho ganhou bastante área e, ao que tudo indica, a produção será boa novamente. Será o terceiro ano de produção “cheia”, algo inédito na história recente. De qualquer forma, isso fez com que a relação de preços soja-milho ficasse mais favorável para a soja em 2017, então, a situação deverá se reverter a partir do primeiro semestre de 2017, já que nos EUA não há como expandir área.

Assim como na soja, a equação de oferta e demanda do milho no longo prazo só se resolve com expansão de área, porque a produtividade não acompanha o crescimento da demanda. Por isso, nós continuamos apostando com bastante segurança nessa cultura.

Aurélio Pavinato é diretor presidente da SLC Agrícola