A Granja do Ano – 33 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Destaques - Silos

Produção guardada com SEGURANÇA

Kepler Weber investe para que o agronegócio brasileiro consiga ampliar com qualidade a armazenagem de grãos


Kepler Weber S.A.

• Sede: São Paulo/SP
• Unidades industriais: Panambi/RS e Campo Grande/MS
• Número de funcionários: em média 1,5 mil


A Granja do Ano — Como está a evolução da armazenagem nas propriedades rurais no Brasil e quais os desafios para um maior crescimento das estruturas nas fazendas?

Tadeu Franco Vino - Os últimos dez anos de produção agrícola no País apresentaram um contínuo crescimento, e mesmo diante da recente previsão do IBGE para queda na safra de grãos em 2016, o déficit de armazenagem permanece elevado. Temos hoje cerca de 40 milhões de toneladas de déficit, que representam em torno de 25% da produção. Os números totais da produção em 2015 foram de 207 milhões de toneladas, sendo que a capacidade de estocagem ficou em torno de 152 milhões. São 40 a 50 milhões de toneladas por ano sem a armazenagem adequada.

Hoje somente 20% da armazenagem no País encontram-se nas fazendas. O ideal seria seguir números de países como EUA e Canadá que apresentam aproximadamente 66% de sua produção armazenada em fazendas. Entre 2012 e 2014, linhas de financiamento como o PCA e Finame PSI contaram com taxas de juros subsidiadas pelo governo para impulsionar a ampliação de armazenagem no Brasil.

Os incentivos ajudaram a melhorar o quadro, contudo esse programa perdeu a força em 2015 e uma política restritiva de acesso aos créditos federais passou a vigorar. Este cenário aliado à crise político-econômica do País resultou em uma falta de confiança e represou os investimentos previstos por parte dos produtores rurais, até mesmo das indústrias e cooperativas, para ampliação da capacidade de armazenagem de grãos.

A cada ano o déficit de armazenagem se acentua, aumentando a diferença entre a capacidade estática de armazenagem versus a capacidade de produção da safra. Acreditamos que os investimentos voltarão com uma boa intensidade assim que a confiança for reestabelecida na economia e as incertezas políticas forem sanadas.

Quais as mais recentes tecnologias e produtos da Kepler para a armazenagem de grãos no Brasil?

Estamos em constante aprimoramento de nossos produtos e serviços. Em 2016, fortalecemos ainda mais nossa oferta de produtos para armazenagem de grãos, com o lançamento da nova linha de transportadores e agora mais recente, da nova linha de secadores KW Dryer. Estamos voltados para oferecer melhores soluções para armazenagem, com foco na qualidade do grão.

Tadeu Franco Vino é superintendente comercial da Kepler Weber

Quais são as perspectivas para a safra 2016/2017, considerando o cenário da economia brasileira?

Sabemos que 2015 e 2016 tornaram-se anos muito difíceis para a economia brasileira e, por consequência, para o mercado agrícola, mas vemos o mercado movimentando-se e preocupado em melhorar as condições para acomodar sua safra. O agronegócio brasileiro ganhou participação na economia do País em 2015, com 23% de fatia no PIB nacional, o que representa a força desse mercado dentro da economia brasileira. A Kepler Weber está confiante em uma retomada da economia no próximo ano para podermos impulsionar esses números.

Quais são os projetos e investimentos da Kepler para os próximos meses?

Em 2015, a companhia realizou investimentos da ordem de R$ 47,3 milhões. A empresa busca alocar seus investimentos em práticas voltadas para inovação, que abordem tendências em armazenagem, pesquisa e desenvolvimento de maquinários. A Kepler possui um centro de pesquisa, o CETEK, que desenvolve produtos e testes na produção, reforçando a capacidade produtiva e buscando aprimorar técnicas voltadas para a qualidade do grão. A empresa mantém também encontros periódicos com especialistas do mercado de armazenagem para discutir novas e melhores práticas. A continuidade da prática de investimentos contínuos da companhia segue em 2016. Somente no primeiro trimestre deste ano foram investidos R$ 5,4 milhões.