A Granja do Ano – 33 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Destaques - Adubo

Lavoura bem NUTRIDA e produtiva

Para atender as demandas do mercado brasileiro, a Yara investiu mais de US$ 1,5 bilhão nos últimos quatro anos


Yara Brasil Fertilizantes

• Sede: Porto Alegre/RS
• Unidades no Brasil: 30 (2 escritórios, 3 fábricas e 25 unidades industriais de mistura)
• Faturamento em 2015: R$ 10,4 bilhões (Yara Brasil)


A Granja do Ano — Quais são os principais investimentos realizados pela Yara nos últimos anos?

Lair Hanzen - A Yara está no Brasil desde 1977 e, após a aquisição da Bunge Fertilizantes, finalizada em 2013, que nos tornou líder de mercado, realizamos investimentos contínuos. Nos últimos quatro anos, investimos mais de US$ 1,5 bilhão no Brasil, entre melhorias, novos empreendimentos e aquisição de empresas. Em 2016, reafirmamos o aporte de R$ 1 bilhão na ampliação de nosso complexo, em Rio Grande/RS.

As obras irão duplicar a fabricação e a capacidade de mistura de fertilizantes. Além disso, os aportes no complexo, que atende os estados do RS, SC, PR e MS, além do Paraguai, farão com que sejamos capazes de suprir a demanda dos agricultores brasileiros nos próximos 25 anos. Recentemente, investimos na modernização e na construção de unidades industriais misturadoras pelo País, como são os casos das unidades de Porto Alegre/RS, Sumaré/SP e Rondonópolis/MT, que receberam juntas mais de R$ 200 milhões.

Também em Sumaré, anunciamos o investimento de R$ 41,4 milhões para a construção de uma fábrica de fertilizantes foliares, da linha YaraVita. A fábrica será a primeira fora da Europa a produzir essa linha de produtos em toda a estrutura da Yara International, que hoje atua em mais de 150 países.

Quais são os projetos da empresa para os próximos anos?

Na Yara, o Brasil representa aproximadamente 1/4 da receita global e 1/3 do volume, o que evidencia a importância do País para a companhia. Somos muito otimistas com relação ao futuro do Brasil e da agricultura brasileira. Os produtores rurais estão ficando cada vez mais sofisticados e conscientes da importância de se investir em tecnologia. Como modeladora da indústria, a Yara busca, cada vez mais elevar o padrão de qualidade, de segurança e de eficiência operacional do mercado de fertilizantes no País.

Além disso, com o investimento na aquisição de 60% da Galvani e da participação, por meio de joint venture, em projetos para exploração de rocha fosfática da empresa em Serra do Salitre/MG, Angico dos Dias/BA e Santa Quitéria/ CE. A partir da matéria-prima retirada nesses projetos, iremos produzir fertilizantes fosfatados, diminuindo a dependência de importação brasileira. Atualmente, o País importa cerca de 70% das matérias-primas dos três principais macronutrientes consumidos pelas plantas: nitrogênio, potássio e fósforo.

Lair Hanzen é vice-presidente da Yara International e presidente da Yara Brasil

Quais as estratégias da Yara para atender os diferentes perfis e as diversas necessidades dos produtores no Brasil?

O conhecimento centenário da Yara ao pesquisar, elaborar e acompanhar os resultados de seus programas nutricionais para todas as culturas, climas e solos do mundo estão disponíveis para os nossos clientes. No Brasil, realizamos recomendações específicas para cada cultura e cliente por meio de nossa equipe técnica de agrônomos formados nas melhores universidades do País, alguns com mestrado e doutorado. Para garantir que os agricultores recebam os fertilizantes que eles precisam no momento certo, contamos com 25 unidades industriais de mistura pelo Brasil.

No primeiro semestre deste ano, a entrega de fertilizantes registrou aumento. Quais as razões para esse comportamento do mercado?

Sim, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), as entregas de janeiro a junho de 2016 apresentaram um crescimento de 12,6%– ampliando de 11,7 para 13,2 milhões de toneladas. Os produtores e as cooperativas anteciparam suas compras em comparação a 2015, aproveitando a relação de troca atrativa, que é a melhor dos últimos anos.