A Granja do Ano – 33 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Destaques - Leite

Gestão para aprimorar a QUALIDADE

Trabalho com os associados da Castrolanda envolve organização da produção desde antes da porteira até o varejo


Castrolanda Cooperativa Agroindustrial Ltda.

• Sede: Castro/PR
• Unidades: Castro, Ponta Grossa, Piraí do Sul, Curiúva e Ventania (PR), Itaberá, Angatuba, Paranapanema (SP), Macuco (RJ)
• Volume de leite captado em 2015: 303,5 milhões de litros
• Faturamento em 2015: R$ 2,63 bilhão


A Granja do Ano — Como o senhor avalia o desempenho da Castrolanda em 2016? Quais são as principais conquistas da cooperativa este ano?

Frans Borg - O ano de 2016 tem sido desafiador em função das condições econômicas, políticas e sociais em que vive o Brasil. A economia mundial também não está contribuindo para reduzir o encolhimento da economia do País. Particularmente temos novas operações que ainda não atingiram sua maturidade financeira e econômica, o que é um desafio também. Nos lácteos, saímos de uma condição de margens negativas ou estreitas para, repentinamente, preços altíssimos aos produtores, caracterizando assim a volatilidade desse mercado. Estamos aumentando nosso faturamento, carteira de clientes internos e externos, em negócios B2B e B2C.

É fato que de forma prudente reduzimos os investimentos comparativamente aos anos anteriores, mas estamos expandindo nossos ativos para agregação de valor. Tem sido um ano de consolidação das indústrias ligadas a Intercooperação, operação conjunta Frísia, Castrolanda e Capal. As indústrias lácteas trarão ótimo resultado. O moinho de trigo atingiu seu ponto de equilíbrio. O frigorífico, que detém a marca Alegra, segue conquistando novos mercados e investindo no marketing para levar seus produtos ao varejo interno.

Quais são os projetos da Castrolanda para os próximos meses e para 2017?

Temos negócios ainda por amadurecer, mas isso não impedirá que continuemos no processo de agregação de valor à produção de nossos cooperados. Teremos o lançamento do conceito Nova Pátria, uma loja através da qual nos comunicaremos diretamente com o cliente final. Esperamos mais um ano com aumento do faturamento e também do resultado.

Que ferramentas a Castrolanda vem utilizando para prosperar em um momento como esse, em que o Brasil enfrenta instabilidades na política e na economia?

Tecnologia e gestão nos trouxeram até aqui e poderão nos conduzir pelo futuro. Precisamos incrementar o processo de gestão nas propriedades de nossos cooperados, uma vez que eles são os alicerces de tudo. Na atividade leiteira fizemos o lançamento do Programa Gestão à Vista, uma iniciativa que valoriza o planejamento e o uso de indicadores de desempenho nas propriedades. Internamente, estamos pensando estrategicamente. Estamos revendo o Planejamento Estratégico em todas as áreas de negócios, setores e núcleos que temos na Castrolanda.

É um processo exaustivo, de alto investimento, mas indispensável que seja feito com o engajamento dos colaboradores. A implantação do Sistema de Gestão Integrado que fizemos está trazendo maior qualidade aos processos e produtos, incrementando ainda nossa sustentabilidade social e ambiental. Esse é o caminho. Foco nas pessoas e nos processos, com evolução também do foco nos produtos.

Quais são os diferenciais da relação da Castrolanda com seus associados?

A Castrolanda é uma cooperativa do segmento agropecuário com 849 produtores cooperados. Foi fundada em 1951 e a matriz está sediada em Castro, no Paraná. Com 2.304 colaboradores, conquista cada vez mais espaço entre as maiores e melhores do País com unidades de negócios divididas em Operações (agrícola, carnes, leite, batata, feijão e corporativa) e a Industrial (carnes, leite, batata). É uma cooperativa que busca se adaptar aos movimentos de mercado, porém, sempre de acordo com os interesses dos seus cooperados.

O compromisso das áreas de negócios é o mesmo: coordenar, desenvolver e fomentar as atividades dos cooperados, estando presente em todos os elos das cadeias e na agregação de valor através das indústrias com produção de marca própria, bem como de terceiros. O desafio é agir com total postura empresarial, mantendo-se como cooperativa, com organização da cadeia desde o antes da porteira até o varejo.

Frans Borg é diretor-presidente da Castrolanda