A Granja do Ano – 34 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Trigo - C. Vale

Guarda-chuva dos heróis triticultores

Cooperativa C. Vale oferece vital apoio aos triticultores, que têm enfrentado muitas e sucessivas dificuldades com a cultura

A Granja do Ano — Quais são as perspectivas do triticultor associado da C. Vale para a safra 2013? Quais são os desafios do momento impostos ao triticultor da C.Vale?

Alfredo Lang - Vai ser uma safra muito complicada. As geadas de julho afetaram bastante as lavouras, mais no oeste no Paraná. No centro-sul, região de Guarapuava, onde as áreas são maiores, os danos não foram tantos porque o trigo estava mais atrasado. Quem conseguir colher sem os efeitos das geadas, certamente, vai vender por bons preços, mas para muitos produtores a conta do trigo vai ficar no vermelho.

E quais são as suas perspectivas para as cotações do trigo em 2013?

A tendência é de preços acima da média histórica. Estamos passando por uma situação atípica, com pouca oferta de trigo. No ano passado a Argentina enfrentou problemas climáticos e limitou as exportações. Este ano foram as lavouras brasileiras que tiveram perdas com as geadas. Então, com pouca oferta, vamos ter que importar trigo dos Estados Unidos e do Canadá a um preço maior que o argentino. Vejo uma tendência de preços firmes. Claro que, quando entrar a safra brasileira no mercado, a partir de setembro, os preços podem recuar, mas acredito que vão ficar em um patamar mais alto que os do segundo semestre do ano passado.

Alfredo Lang é presidente da C. Vale

O que o senhor achou do Plano Agrícola e Pecuário 2013/14? Em que pontos o associado da C.Vale vai usufruir mais deste plano? E o que, na sua avaliação, faltou?

O Governo acertou ao ampliar os recursos e ao reduzir os juros do Plano Safra 2013/14. A ampliação dos limites de custeio para pequenos agricultores, médios e grandes produtores, os juros a 3,5% ao ano para compra de máquinas e a linha de crédito para a construção de armazéns revelam que o Governo compreendeu a importância do agronegócio para a economia do País. Os juros mais baixos para investimentos em máquinas são muito importantes porque beneficiam não só o agronegócio. Eles estão alavancando os negócios das indústrias de máquinas e algumas estão trabalhando até 24 horas/dia para atender a demanda. O produtor está aproveitando para renovar seu maquinário valendo-se desse juro de 3,5%. Para se ter uma ideia de como isso está impactando nas vendas, algumas indústrias estão levando de 90 a 120 dias para entregar as máquinas. Ou seja, em 2013 o agronegócio vai dar uma bela contribuição à economia brasileira. Faltou o Governo elevar o preço mínimo do trigo, não para este ano, porque o valor de mercado é maior, mas para as próximas safras.

Quais as recentes principais conquistas da C.Vale e quais são os projetos, as metas para os próximos 12 meses?

A maior conquista de uma cooperativa é a melhoria das condições de vida de seus associados. A gente apostou na criação de alternativas de renda para manter não só o produtor no campo, mas também os filhos deles. Temos a produção de leite, suínos, mandioca e frangos, além do cultivo de grãos. Essa diversidade de alternativas dá opções para o produtor escolher aquilo que ele gosta mais de fazer e aí ele pode incrementar a renda, sem ficar correndo riscos climáticos apenas com grãos. E quando o produtor cresce, ele impulsiona a cooperativa. Nós queremos crescer 25% em 2013 e chegar ao final do ano com faturamento de R$ 4 bilhões. Estamos investindo para ampliar nossa estrutura de recebimento de cereais. E ainda este ano queremos chegar à marca de 400 mil frangos/dia, contra os 350 mil que abatemos atualmente.