A Granja do Ano – 34 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Plantadeiras

Lavoura rentável desde o plantio

Semeato mantém contato permamente com o produtor para oferecer equipamentos adequados às novas demandas do campo

A Granja do Ano - A Semeato colaborou para o processo de inovação da agricultura brasileira, com a difusão do Sistema Plantio Direto (SPD) nas lavouras. Quais são as principais contribuições do SPD para a produção nacional?

Roberto Rossato — Ainda não houve, por parte dos governantes e políticos, o devido reconhecimento dos pioneiros do plantio direto, que são as indústrias de equipamentos, clubes de Plantio Direto, empresas como a Embrapa e, principalmente, os agricultores. Foi através de notáveis homens da terra que começou o desenvolvimento de um sistema inédito e conservacionista que salvou da destruição milhões de hectares de solo de baixa produtividade, transformando-os em terras de alta produção. O fato de agricultores, empresas e indústrias terem se empenhado no desenvolvimento e na implantação do plantio direto fez com que o Brasil passasse de importador de alimentos para exportador de alimentos em grande escala. A história do SPD no Brasil se desenvolveu com o envolvimento de produtores, profissionais ligados aos setores de máquinas e defensivos, profissionais liberais e pesquisadores. O processo foi iniciado por produtores pioneiros que se mobilizaram trocando experiências e buscando conhecimentos e inovações no País e no exterior visando ao combate da erosão do solo. Na década de 70, produtores do Paraná começaram a importar máquinas da Europa e dos Estados Unidos, investindo cada vez mais na técnica de plantio que nascia. E foi acreditando na nova prática que a Semeato se tornou pioneira e se consolidou como especialista em plantio direto. Foi percebendo a necessidade de mudança e investimento em novas tecnologias que, em conjunto com a Embrapa Trigo, de Passo Fundo/RS, passou a desenvolver mecanismos, produtos e informações técnicas que viabilizaram a implantação do SPD. Além de a Semeato ter abraçado a causa e se comprometido a desenvolver máquinas específicas para o SPD, os pioneiros do novo sistema – como Nonô Pereira, Franke Dijkstra e Herbert Bartz –, juntamente com outros abnegados conservacionistas, passaram a trabalhar melhorando a técnica e a difusão do plantio direto, por vontade própria e sem custo algum aos cofres públicos. Foi um trabalho grandioso e notável, que (espero) seja reconhecido pelas próximas gerações. Pois, hoje, o SPD apresenta uma área superior a 30 milhões de hectares cultivados no Brasil, ao redor de 70% da área total cultivada com grãos no País, contribuindo diretamente para a produção de alimentos de forma sustentável.

Qual é a importância de o produtor contar com um equipamento eficiente no momento do plantio de uma nova safra?

É de extrema importância. O produtor precisa de ferramentas cada vez mais perfeitas para a produção de alimentos. Os dias de trabalho gastos pela indústria no aperfeiçoamento dos equipamentos agrícolas são recompensados no campo com maior rendimento operacional e maior produtividade. O sucesso de toda e qualquer cultura depende da operação de plantio. É esta operação que determinará qual será a produtividade da lavoura e, consequentemente, qual será a rentabilidade do produtor. A operação de plantio exige cuidados especiais e equipamentos com alta tecnologia agregada.

Quais são os mais recentes investimentos da empresa e o que o produtor rural pode esperar de novidades para a próxima safra?

A Semeato está sempre investindo em pesquisa e em melhorias de produtos, além de estar em constante contato com o produtor rural, buscando saber quais são as necessidades do homem do campo para poder lhe oferecer equipamentos cada vez mais apropriados a sua realidade. Quanto a lançamentos, a empresa está se dedicando a melhorias de equipamentos e os clientes podem aguardar novidades para o próximo ano.

Roberto Rossato é diretor presidente da Semeato