A Granja do Ano – 34 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Leite - Castrolandia

Qualidade em toda a cadeia

Cooperativa Castrolanda mantém uma série de projetos voltados à sustentabilidade da pecuária leiteira

A Granja do Ano - Qual é a produção atual de leite da Castrolanda e quantos produtores estão envolvidos com a atividade na cooperativa?

Frans Borg -A Castrolanda trabalha diretamente com 379 produtores de leite e que produziram, em julho de 2013, 560 mil litros/dia. Além disso, a Castrolanda trabalha com quatro cooperativas associadas a ela e que congregam 356 produtores de leite, com uma produção de 110 mil litros/dia, todas dentro da operação Pool Leite, que é um sistema único de preço de leite aos produtores dessas cooperativas.

O trabalho da Castrolanda envolve desde a produção, no campo, até o mercado consumidor. Como a empresa trabalha para conquistar bons resultados em todas as áreas?

A nossa orientação para o trabalho é o crescimento da produção. Entendemos que a sustentabilidade econômica da atividade leiteira está relacionada ao volume de leite produzido, não esquecendo a gestão financeira e de custo para esse crescimento. Iniciamos o trabalho com foco na sanidade animal, esse é um de nossos pontos fortes. Temos rastreabilidade da sanidade dos rebanhos, bem como da origem do leite. Esse é o nosso primeiro foco de trabalho, a qualidade. Atuamos também na produção e na conservação de forragens, bem como no seu uso nas formulações de dietas com grãos. Temos apoiado também os produtores na administração das propriedades. Na gestão econômica conseguimos calcular o custo de produção de leite de cada propriedade, ajudando dessa forma o produtor a tomar decisões. Também temos uma ferramenta de gestão zootécnica, que é o Web+Leite, programa em parceria com a Associação Paranaense de Criadores da Raça Holandesa (APCBRH). O produtor tem apoio desde a identificação dos animais até a capacitação para uso do mesmo e interpretação de resultados. Com nossa estrutura de dez técnicos no campo, somos capazes de auxiliar os produtores a conduzir o seu negócio, em especial no planejamento de uso do crédito e de crescimento do mesmo. Outro ponto nosso de atuação, para o qual teremos novidades em breve, é o melhoramento genético. Ainda não podemos esquecer o apoio da Fundação ABC, mantida pelas cooperativas, e que valida as técnicas recomendadas no campo.

Como está o projeto da nova fábrica de beneficiamento de leite em Itapetininga/SP, em parceria com a Batavo? Quais são os planos para essa unidade?

A "Operação Conjunta Lácteos", que as cooperativas Castrolanda e Batavo já desenvolve na região dos Campos Gerais/PR, está sendo ampliada com a construção de uma nova planta de beneficiamento de leite em Itapetininga/SP. A nova fábrica já está sendo construída e tem previsão para entrada em funcionamento nos primeiros meses do próximo ano. Na sua fase inicial, está projetada para iniciar com um volume de 500 mil litros de leite/ dia (próprio e de terceiros). Seu investimento será na ordem dos R$ 120 milhões. Será mantido o foco do negócio dessa operação conjunta, que é prestar serviços para terceiros, agora muito mais próximo do grande mercado consumidor de São Paulo.

Como a Castrolanda aborda a importância do investimento em qualidade entre os seus associados? Quais são as principais iniciativas adotadas nessa área?

Qualidade para nós é uma questão de atitude, isso já está inserido na nossa cultura corporativa. Na verdade, são os próprios cooperados que investem na qualidade. A Castrolanda recebe dos cooperados taxas e, com essas, os setores de qualidade e assistência técnica desenvolvem um programa voltado para a qualidade. Esse programa contempla desde premiações simbólicas em um grande evento no final do ano, o Dia do Pecuarista, a tabela de pagamento por volume e qualidade, capacitação dos produtores e funcionários, um sistema de comunicação dos resultados aos produtores, linhas de apoio como laboratórios, crédito e outras, até a suspensão da coleta do produtor que não responde ao programa e que não atinge os níveis da IN 62. Temos também o trabalho do Pool Leite, que monitora todo o processo de coleta de leite no campo e das amostras.

Frans Borg é diretor presidente da Castrolanda