A Granja do Ano – 34 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Especial

 

DESCULPEM O TRANSTORNO, ESTAMOS ENRIQUECENDO O PAÍS

Um acontecimento não muito corriqueiro a uma sociedade passiva como a brasileira tomou o noticiário durante semanas, ao final do primeiro semestre de 2013: as manifestações de rua, algumas até violentas, contra, digamos, tudo e todos! Durante dias, o trânsito das principais cidades foi seriamente afetado pelas passeatas, e pessoas demoraram para chegar ao destino. Entre os diferentes gritos e frases de efeito, uma ilustrava o momento: "Desculpem o transtorno. Estamos mudando o País". Nestes mesmos dias, outro assunto ganhou repercussão na mídia: a tragédia da logística, com estradas e portos não conseguindo dar vazão á tamanha produção, sobretudo a gerada pelas nossas lavouras. Afinal, é um recorde de safra atrás de outro.

E que ligação podem ter estes dois fatos com os assuntos abordados a partir da próxima página? A radiografia que a 28ª edição A Granja do Ano faz dos principais segmentos agrícolas e pecuários deixa claro que não haverá trégua: nossas lavouras vão continuar gerando milhões e milhões de toneladas, assim como nossa pecuária. Não tem jeito. Nada segura o agronegócio brasileiro. Nada detém o empreendedorismo das pessoas que têm na agropecuária a sua razão de trabalho e de vida, a cada nascer do sol. O trabalho a seguir, elaborado pela reportagem d'A Granja em parceria com a respeitada Agência Safras & Mercado, clareia que 200 milhões de toneladas de grãos e fibras e US$ 100 bilhões em exportações são uma questão de tempo. Uma questão de ano agrícola. Será que estas marcas já vão ser atingidas na temporada 2013/14? O número da exportação é praticamente certo. E quanto à produção, se o clima colaborar, não duvide...

Ao mesmo tempo em que os homens e mulheres dão um show no campo, a contrapartida daquelas autoridades (as que levaram as massas às ruas) tem sido bem aquém do necessário e esperado. As reportagens a seguir lembram o colosso que é o campo, mas também não deixam de mencionar o quanto este País (sobretudo os cidadãos) perde por não oferecer estradas decentes, portos à altura da produção recebida e ainda mazelas nas esferas política e econômica que tanto atravancam a expansão ainda mais expressiva das cifras listadas. A realidade é que enquanto os jovens iam às ruas justificadamente protestar por óbvias melhorias no Brasil, a massa dos produtores e demais protagonistas do agronegócio geravam mais e mais produção agropecuária. A consequência é que tal empenho levou o caos às estradas e aos portos – mas foi decisivo para salvar a balança comercial e dar sustentação à economia deste País.