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Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Bancos

 

Mais que crédito, muita credibilidade

Banco do Brasil disponibilizou o volume recorde de crédito de R$ 55 bilhões e baixou a taxa de juros de 6,75% ao ano para 5,5%

A Granja – Em relação ao Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013, o que o senhor gostaria de destacar em relação ao Banco do Brasil?

Osmar Dias – O Banco do Brasil disponibilizou para a safra 2012/2013 um volume recorde de recursos para o setor agropecuário: cerca de R$ 55 bilhões para operações de crédito rural. Desse total, R$ 10,5 bilhões financiarão a agricultura familiar e R$ 44,5 bilhões atenderão aos agricultores empresariais e suas cooperativas. Além do aumento do volume de recursos, 14% em relação ao da safra anterior, houve também significativa redução de taxas de juros de 6,75% ao ano para 5,5%, os limites para operações com recursos controlados foram elevados e, também, intensificada a sistemática de repasse para as cooperativas de crédito rural e de economia solidária, com elevação dos limites para as operações contratadas no âmbito dos Programas de Investimento, em apoio às cooperativas. Em continuidade à política de apoio ao médio produtor rural (o Pronamp), destinada aos produtores que possuem renda anual de até R$ 800 mil, o Banco do Brasil irá incrementar o volume de crédito em 20% na safra atual, que deve atingir R$ 7,2 bilhões. A expectativa do banco tem como sustentação a elevação da renda anual para enquadramento no programa e do limite individual para custeio, além da redução da taxa de juros. O banco projeta aplicação de R$ 1,5 bilhão no Programa ABC, o que representa incremento de 25% no volume de crédito realizado na safra anterior. Esse montante reforça o compromisso do banco no processo de difusão de uma nova agricultura sustentável, auxiliando na redução dos impactos do aquecimento global.

E sobre a disponibilização de crédito do Programa ABC. O produtor está sabendo usufruir esta linha de crédito?

Houve uma discreta procura pelos recursos do Programa ABC no primeiro ano. O banco assumiu um compromisso na implementação do ABC em todo o país e destacou a necessidade de parcerias, principalmente para a divulgação da linha de crédito e a qualificação de profissionais da área. Entre essas ações, desenvolveu treinamentos de técnicos, divulgação do programa junto aos produtores e entidades representativas, automatização de processos e celebração de parcerias com empresas integradoras e cooperativas. Esse conjunto de iniciativas contribuiu e continua contribuindo para a evolução do programa e para o crescente incremento nas contratações. Foi aplicado o montante de R$ 1,2 bilhão na safra passada, em aproximadamente 3.500 financiamentos. O valor recorde superou em 43% a meta do banco para o período, inicialmente fixada em R$ 850 milhões.

Quais os demais instrumentos de apoio ao produtor e à agricultura oferecidos pelo Banco do Brasil?

Entre os destaques do Plano de Safra 2012/2013 está o compromisso de proporcionar mais segurança não só para o produtor, mas também para cooperativas agropecuárias, agroindústrias, beneficiadores, processadores e demais empresas que produzam ou necessitem de produtos agropecuários para matéria-prima ou consumo (participantes da cadeia do agronegócio), por meio dos mitigadores de intempéries climáticas (a modalidade prevê coberturas para tromba d’água, ventos fortes e frios, granizo, geada, chuvas excessivas, seca, variação excessiva de temperatura, incêndio e queda de raio) e de mitigadores de preço. Além do seguro agrícola para café, há a elevação do teto de cobertura no Proagro Mais de R$ 3,5 mil para R$ 7 mil. Além disso, com as medidas do Governo Federal para minimização de riscos na Safra 2012/ 2013, tais como redução da alíquota para 3%, subvenção maior ao prêmio de seguro agrícola para as operações de Pronamp, produção orgânica e para municípios de alta prioridade, caminham no sentido da consolidação da cultura de proteção da renda do agropecuarista brasileiro.

Osmar Dias é vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil