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Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Seguros

 

A melhor safra é a protegida

Apenas na recente seca do Sul, Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre distribuiu 7 mil indenizações

A Granja do Ano – Quais são as principais proposições, os objetivos, do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre para os próximos 12 meses em relação ao segmento de seguro agrícola?

Luís Carlos Guedes Pinto – Nossos objetivos continuam sendo os de impulsionar a adesão dos produtores rurais brasileiros às apólices de seguros agrícolas como ferramenta de proteção de suas lavouras contra eventos da natureza e de segurança de culturas essenciais à economia e à população brasileira. Hoje, apenas uma parcela que não chega a 10% da produção nacional tem cobertura de seguro rural, o que representa, por um lado, oportunidades na área de seguros, mas, por outro, revela uma enorme lacuna na proteção das lavouras no agronegócio. O desenvolvimento de uma cultura nesse sentido deve ser vista por todos os representantes do setor rural, de governos e entidades como prioritária.

E quais as mais relevantes conquistas dos últimos 12 meses que o senhor gostaria de destacar?

Estamos satisfeitos por termos podido ajudar os produtores rurais em situações difíceis, como a seca que atingiu especialmente o Sul do país na segunda metade do ano-safra 2011/2012. Mobilizamos equipes que se deslocaram para as localidades atingidas e ofereceram apoio, informações e agilizaram as perícias e avisos de sinistro, o que resultou no pagamento, pelo Grupo BB e pela Mapfre, de cerca de 7 mil indenizações a produtores agrícolas. Para cada um real arrecadado em prêmios foi pago R$ 1,27 de indenizações. A diferença evidencia o caráter de proteção social que a modalidade representa. Recentemente lançamos também o seguro para grandes produtores rurais, cuja vantagem é avaliação da área rural em lotes distintos, de acordo com a produtividade, o que facilita uma composição de preço mais vantajosa para os produtores. E o seguro agrícola que protege os cafezais brasileiros, modalidade inédita de seguro.

Quais são os principais produtos da empresa destinados ao campo?

Nosso carro-chefe é o seguro agrícola, com proteções para as culturas de soja, milho, trigo, arroz, algodão, de várias frutas e hortaliças e para a plantação de florestas. Máquinas e equipamentos agrícolas, além de benfeitorias como silos e galpões, também podem ser segurados. Temos ainda a modalidade de segurofaturamento, pela qual o produtor pode ser indenizado com a diferença entre o faturamento previsto e o efetivamente obtido com sua produção.

O senhor gostou do que o recente Plano Agrícola e Pecuário contemplou em relação ao seguro agrícola?

O aumento dos recursos destinados à subvenção do seguro agrícola é um avanço e sinaliza que o Governo compartilha da percepção de que se trata de um instrumento de proteção ao setor rural no que se refere à saúde tanto da economia quanto da população, já que vem do campo o que vai para a mesa dos brasileiros.

O que ainda falta para o produtor rural brasileiro adquirir a “cultura do seguro” para que o mecanismo de proteção se massifique no campo?

Creio que é justamente disseminar a percepção do que o setor agrícola está na base da força econômica do Brasil, que os produtos agrícolas são itens essenciais e que não podem ficar à mercê de intempéries que põem a perder recursos alimentícios e financeiros preciosos, além de levar famílias e comunidades a dificuldades por vezes irreversíveis, com danos incalculáveis. O Grupo BB e Mapfre está empenhado nesse objetivo, tendo à frente a experiência do Banco do Brasil como a entidade que melhor conhece a agricultura brasileira.

Luís Carlos Guedes Pinto é diretor geral de Seguros Rurais e Habitacional do Grupo BB e Mapfre