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Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Milho

 

Safra e safrinha sem diminutivos

SLC Agrícola vai ampliar a área de milho em 2012/2013, mas sempre com responsabilidade social e ambiental

A Granja do Ano – Quais são os planos da SLC Agrícola para o milho na safra de verão 2012/2013? Por quê?

Arlindo Moura – Assim como na soja, iremos aumentar a área de milho para 2012/13, pois temos uma meta de crescimento (área total plantada de 280 mil hectares para todas as culturas), e também porque iremos reduzir área de algodão. E também obedecendo as indicações agronômicas de rotação de culturas.

E quais são as expectativas da empresa para a rentabilidade do cereal na safra 2012/13? Por quê?

Com os preços atuais, a rentabilidade deverá ser superior à de 2011/12, muito embora os custos devam subir um pouco também. No caso do milho não há muita liquidez para venda futura, então teremos que aguardar mais um pouco para ver o preço efetivo de venda e a consequente rentabilidade final.

E quais são os planos para o milho de segunda safra em 2013? O que a safrinha representa para o negócio milho da SLC Agrícola?

Em 2011/12, do total de área de milho que plantamos, 65% foi safrinha. Isso tem muito a ver com as regiões onde estamos, e que possibilitam a safrinha (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e, inclusive, algumas regiões no Maranhão, onde estamos fazendo a safrinha de milho também). Então, é uma alternativa interessante para diluir custos fixos, fazer a rotação de culturas, gerando matéria orgânica para o solo no plantio direto, e utilizar a área ao máximo. Em termos de rentabilidade, o milho geralmente é a cultura que traz menos “reais por hectare”, muito em função do custo do frete, que é altíssimo na região.

Quais regiões do país em que a empresa faz cultivos o milho de segunda safra tem proporcionado as melhores produtividades?

Fazemos a safrinha no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul e no Maranhão, pois essas regiões têm uma janela de chuvas suficiente para plantar a soja e depois a safrinha de milho. As produtividades obtidas são obviamente inferiores às do milho de primeira safra, ficando na casa de seis toneladas por hectare, na média.

Na sua opinião, como o país poderia ampliar o mercado externo do milho? Como conquistar mais mercados para o cereal brasileiro?

O Brasil hoje ainda não tem grande superávit de milho para exportar. No entanto, a produção vem aumentando e isso abre oportunidades para o milho brasileiro. A melhoria do sistema de infraestrutura para escoar o milho do Centro-Oeste, por exemplo, será importante para dar competitividade ao milho da região. Sabemos que a China, que é grande produtora de milho, já está precisando importar o cereal, o que abre um grande vetor de demanda.

Quais são as ações de sustentabilidade que a SLC Agrícola promove em suas fazendas que o senhor gostaria de destacar?

Sustentabilidade para SLC Agrícola significa, de forma geral, ter uma gestão sobre os riscos econômicos e sócio-ambientais envolvidos na atividade e atender os mais exigentes mercados de forma a agregar valor ao negócio e ao cliente. Nossas ações se iniciam pelo cumprimento legal de tudo que se aplica ao negócio.

Esse para nós é o básico. Todas as nossas fazendas possuem Reserva Legal e Áreas de Preservações Permanentes de acordo com o Código Florestal. Além disso, fazemos parte da Mesa Redonda da Soja Responsável e do Algodão BCI - Better Cotton Initiative, que certificam nossa produção. São iniciativas voluntárias, mas que entendemos que agregam valor ao negócio e à credibilidade da empresa. Projetos como dar destino adequado a todos os resíduos sólidos gerados nas fazendas através de uma seleção e acondicionamento adequado, utilização e incentivo à rotação de cultura, controle de erosão, plantio direto e manejo integrado de pragas também fazem parte do escopo que entendemos como “produção sustentável”. Todas as nossas fazendas têm também projetos sociais para atender as pequenas comunidades em volta por meio de voluntários internos.

Arlindo Moura é diretorpresidente da SLC Agrícola